Capitulo 29

Capitulo 29: Combatentes da Água

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?????: Driffa…

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Uma voz grossa e sinistra invade os pensamentos de Driffa, os olhos da guerreira ficam sem expressão, sem brilho! Uma imagem demoníaca surge atrás dela, é possível reconhecer o rosto da imagem trata-se de Loki

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Loki: Ainda está comigo?

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Driffa: Sempre estarei meu senhor

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Loki: Hmhmhmmhmh…hahahaha!

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A sinistra risada de Loki ecoa pela mente de Driffa, segue pelo elo das irmãs até os olhos vazios de Hilda. Ao lado dela está o deus traiçoeiro que continua rindo malignamente, a risada se espalha por todo Helheim( Mundo dos mortos)

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Loki para de rir depois de alguns minutos, olha para si como se contempla-se  o corpo de um gênio, sim porque só um gênio poderia virar aquele tipo de situação ao seu favor, só um gênio conseguiria enganar todos os Vanir e todas as Wave Nikr, só um gênio conseguiria o lugar de Odin com a ajuda do deus grego dos mares, o qual nem suspeitava de suas verdadeiras intenções  e por fim só um gênio enganaria até mesmo o grande deus Trovão para assim conseguir retira-lo do caminho.

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(Loki): Aquelas idiotas achavam mesmo que poderiam me vencer…Fui eu que me passei pela Driffa, salvei a Wave Nikr do vento e sugeri que elas usassem a Cruz Maior, assim fiz elas pensarem que parei de dominar a Driffa  quando na verdade eu simplesmente a deixei  no mesmo estado que sua irmã, agora ela será minha espiã no Vanaheim e quando chegar a hora eu a usarei para quebrar o escudo que existe em volta daquele mundo e então o invadirei destruindo assim a ultima resistência contra mim

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O plano de Loki era perfeito, por isso ele ri mais uma vez contemplando sua genialidade, logo dominaria a todos e construiria um novo mundo a sua maneira. Porém neste instante alguém entra na sala das servas e interrompe o seu momento de êxtase, se fosse qualquer outra pessoa seria punido imediatamente, porém Loki o reconhece e lembra que precisava desse ser, por isso olha para o homem e o questiona

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Loki: O que veio fazer aqui, Dragão Marinho?

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O homem chefe dos exércitos de Poseidon entra no recinto, está vestindo a Escama sagrada de Dragão Marinho símbolo de seu poder e titulo, esta está parcialmente coberta por uma grande capa cinza que também encobre parte do rosto do guerreiro a outra parte é encoberta pelas sombras do capacete, assim a identidade do general está completamente oculta, só é possível ver seus cabelos cor de prata saindo por trás de seu capacete se estendendo por todas suas costas, ele fala com um tom de voz aborrecido

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Dragão Marinho: O despertar de meu senhor está demorando muito Loki!

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Loki: Deveria entender que retirar um selo divino, principalmente um selo recente, leva tempo

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Aquilo era mentira, existia outra razão para o despertar de Poseidon estar demorando, mas Loki sabia esconder isso muito bem por isso o general não percebe a sua mentira, mesmo assim o Dragão Marinho conhece a  fama do deus, por isso desconfia dele

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Dragão Marinho: Como vou saber que não está me enganando?

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Loki sorri malignamente

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Loki: Você não tem como saber, mas eu não seria burro de enfrentar a fúria do Deus dos Mares, além disso, você não pode falar muito sobre confiança quando enganou a todos forjando a sua morte

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O General fica evidentemente irritado

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Dragão Marinho: Isso não é da sua conta!

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Loki o provoca ainda mais

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Loki: E você não pode ficar me acusando quando você mesmo não está cumprindo sua parte do trato. Você me garantiu que os cavaleiros de Atena não iriam interferir, porém eles estão aqui atrapalhando nossos planos, deveria ter acabado com eles quando teve a chance

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Dragão Marinho: Ora seu…

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O General resolve manter a calma, não adiantava ficar discutindo com o deus da discórdia, quando seu imperador renascesse, Loki teria o que merecia, porém aquele deus inferior tinha razão em uma coisa, os cavaleiros de Atena deveriam ser eliminados

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Dragão Marinho: Talvez tenha razão, mas eu vou honrar minha parte do trato se seus guerreiros não conseguirem eliminá-los, eu vou preparar algo para eles

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Loki mente novamente

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Loki: E eu vou fazer o máximo para que Poseidon desperte o mais rápido possível

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O general dos mares sai do recinto. Depois de andar um pouco chega ao exterior do castelo, num jardim cheio de plantas negras e árvores retorcidas; animais mortos-vivos passeiam pelo local, deixando ele ainda mais macabro. Aquele era o jardim de Hel, o jardim da morte, cuidado pela própria deusa e suas servas, também mortas-vivas. O cheiro das flores mataria qualquer humano comum e comer um fruto de alguma árvore também significava a morte. Um lugar tão mortal que chega a ser belo para os admiradores da morte. Felizmente a deusa não estava no jardim naquele momento, por isso o general estava livre para arquitetar seu plano

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Dragão Marinho: Sorento! Pode aparecer

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O grande general do atlântico sul Sorento de Sirene surge entre as sobras do jardim macabro, se aproxima do general do Atlântico norte e se ajoelha perante este

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Dragão Marinho: É bom tê-lo de volta aos exércitos de Poseidon general, ultimamente você é único aliado que tenho aqui

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Sorento: Acredito que este, sempre será meu destino

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Sorento fala num tom de conformismo e com uma leve tristeza, por ter tido de abandonar sua jornada de caridade, estava começando a gostar daquilo. Porém quando sentiu a sua escama o chamando novamente, voltou para o templo submarino o qual estava se reconstruindo magicamente pela vontade de Poseidon,lá ele encontrou o verdadeiro general de Dragão Marinho, a quem vem seguindo desde então

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Dragão Marinho: Realmente, mas o chamei aqui agora, porque tenho uma missão para você

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Sorento: Que missão?

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Dragão Marinho: Assim como você, logo  outros guerreiros serão chamados pela vontade de Poseidon e irão para o templo submarino, lá eles conseguirão suas escamas e se tornarão os novos generais marinas. Quero que você os reúna e os leve até Atlântida

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Sorento: A capital do império do senhor Poseidon, mas por quê?

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Dragão Marinho: A tecnologia e os registros existentes lá permitirão que eles treinem e adquiram o conhecimento das gerações passadas dos guerreiros de Poseidon, assim eles se fortalecerão em pouquíssimo tempo e estarão prontos para enfrentar os cavaleiros de Atena

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Sorento fala num tom de surpresa, ele já presenciou a força destes cavaleiros, sabe os quão fortes podem ser, será que esse treinamento rápido será suficiente para que os novos generais enfrentem inimigos tão difíceis?

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Sorento: Os cavaleiros de Atena…mas eles são muito poderosos

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Dragão Marinho: Por isso quero que inicie este treinamento o mais rápido possível e quero que você treine também, além disso, você verá que a tecnologia existente lá é além da sua compreensão e com certeza permitirá que os novos generais, fiquem fortes o suficiente

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O general de Dragão Marinho falava com tanta certeza e confiança, que inspiraria qualquer pessoa,era explícito que foram suas habilidades que o levaram ao posto de braço direito de Poseidon. Era único dos generais que sabia dos planos do deus desde o inicio

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Sorento: Certo! Vou confiar no seu julgamento, afinal você sempre foi o homem de maior confiança do Imperador Poseidon. Mas ficará bem aqui sozinho?

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Dragão Marinho: Eu sei me cuidar, além disso, eu conheço muito bem estes deuses, já servi a eles lembra-se. E obrigado pelo voto de confiança Sorento, agora pode ir

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Sorento: Sim senhor

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Sorento se levanta e se retira com destino ao templo submarino

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(Sorento): Cavaleiros de Atena parece que vamos nos enfrentar de novo, mas desta vez será diferente, desta vez nós estaremos lutando por nosso deus e não por um manipulador qualquer

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De volta a Asgard Alberich XIII e Inua continuam se encarando. O guerreiro ainda está confuso, como lutar contra os aliados de Thor poderia salva-lo? Inua estava escondendo algo e ele tinha que descobrir o que era, mas é claro que a maior mente de Asgard tinha um plano para isso. Porém a guerreira de Kraken estava indiferente às insinuações de seu mestre, tudo que lhe importava era completar seu objetivo

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Inua: O que pretende fazer, mestre? Seu maior trunfo é inútil contra mim, o que adiantou criar está floresta se não pode usá-la?

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Alberich sorri maliciosamente

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Alberich : É ai que se engana minha cara aprendiz. Por muito tempo eu estudei sobre os espíritos da natureza, eu treinei com eles e passei por todas as provações que eles me deram e hoje eu posso ir muito além do Nature Unity(Unidade da Natureza).Observe!

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Alberich cruza seus braços em X próximo a seu peito, fecha os olhos e se concentra. Uma aura verde surge em volta de seu corpo, olhos verdes e sinistros surgem a sua volta, seu cosmo pulsa assim como os olhos verdes. Então Albercih abre seus olhos, que emitem um brilho esmeralda e descruza os braços abrindo-os de modo que formem um ângulo de 90º em relação ao seu corpo, depois começa a falar, sua voz está diferente é mais imponente

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Alberich:NATURE  UNION(UNIÃO DA NATUREZA)

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Milhares de galhos surgem das sombras e puxam o guerreiro para escuridão, Inua fica confusa com o desparecimento do mestre, porém algum tempo depois ela ouve a voz dele, mas esta está diferente, está invadindo sua mente como as vozes dos espíritos faziam

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Alberich: Agora testemunhe nosso poder!

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As árvores começam a se mexer, Inua fica parada e fecha os olhos com a certeza que elas não a atacariam, porém…

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Inua: AAAAAAHHHHH!

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Dor invade a mente da guerreira, os galhos das árvores de projetaram como lanças e perfuraram as partes expostas de seu corpo, a guerreira não entende, porém logo o ataque continua, folhas voam em sua direção como se fossem navalhas, então ela pensa rápido e aumenta seu cosmo, o poder frio dele congela os galhos que perfuram seu corpo, assim consegue quebrá-los e escapar das folhas saltando para cima.

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(Inua): O que esta acontecendo, não consigo mais ouvir os espíritos da natureza

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A voz do seu mestre invade sua mente novamente

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(Alberich):Claro que consegue…o problema é que não queremos mais falar com você

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Inua logo percebe o que está acontecendo, seu mestre se uniu completamente aos espíritos da natureza e isso estava permitindo que ele atacasse com a floresta mesmo ela não mostrando agressividade

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(Inua): Mas isso significa que ele se tornou…

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(Alberich): Um Elemental! Um ser que pode controlar os elementos da natureza, agora eu não estou unido com os espíritos da natureza, eu SOU UM DELES!

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Aquela revelação causa terror na mente de Inua, porém ela tem que manter calma, deve haver alguma escapatória daquele ataque, seus anos treinando com Alberich lhe ensinaram uma coisa: todos os ataques têm um ponto fraco, bastava descobrir qual é o deste.

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(Inua): E para descobrir isso tenho que encontrar o corpo dele

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Pensando nesta solução Inua corre na direção que o corpo de Albercih foi puxado, porém o ataque da floresta não pára. As árvores a atacam com tudo que tem, galhos, folhas, raízes, cipós, mas Inua consegue escapar desses ataques com certa facilidade, seu mestre sempre lhe exigiu que ela treina-se  contra os espíritos da natureza além de do treino usual com eles como aliados. Isso funciona por algum tempo, porém algo estava diferente dos treinos dela, aos poucos as árvores começam a acertá-la como se soubessem o que ia fazer, o ataque fica cada vez mais forte quanto mais ela adentra na floresta. Porém a guerreira de Thor não desiste e mesmo muito machucada continua adentrando na floresta até chegar a uma grande árvore, dentro do troco desta estava Alberich em estado de transe

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Inua: É isso!

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Inua avança para atacar Alberich, porém quando ela chega a poucos centímetros de seu mestre, este desperta do transe a agarra pelo pescoço

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Alberich: Não! Não é!

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Os olhos de Alberich ainda brilham verde, ele joga a discípula no chão, raízes se enrolam no corpo dela impedindo que se mecha

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Alberich: Que decepção Inua, achou mesmo que meu ataque teria uma falha tão obvia?Eu não preciso ficar em transe para usá-lo, só fiz isso para te atrair até aqui, agora você terá que ser mais sincera comigo!

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Desta vez é Inua que sorri maliciosamente

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Inua: Eu acho que não mestre!

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Inua aumenta seu cosmo, as raízes que a predem no chão se congelam e ela salta para atacar Albercih, porém este escapa. A guerreira então pousa no chão, mais raízes tentam prender seus pés e são novamente congeladas, Inua se tenta atacar seu mestre mais uma vez, que se esquiva novamente, o ciclo de ataque da guerreira e esquiva do guerreiro, ocorre mais algumas vezes, logo existe um círculo de raízes congeladas em volta de Alberich

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Inua: Agora te peguei!

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Inua salta para o alto e fica exatamente acima de Alberich, então abre os braços e vários tentáculos de gelo surgem a partir do chão congelado, estes vão ao encontro da guerreira, e se juntam ao seu corpo suspendendo-a no ar, forma-se assim uma verdadeira cúpula de tentáculos, com Inua no centro e Alberich abaixo dela

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Inua:ICE PULSE (PULSO DE GELO)

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Um pulso de energia surge a partir da guerreira e alastra por toda cúpula, instantaneamente tudo dentro desta é congelado, o chão, as folhas, as raízes e Alberich que se torna uma estatua de gelo. A cúpula se desintegra e Inua pousa no chão congelado, a guerreira se aproxima de seu mestre congelado com uma expressão confusa

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Inua: Como não viu isso mestre?

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Inua muda de expressão ao perceber algo, então sente raiva por se tão idiota

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Inua: Droga!…Você viu, não é?

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A voz de Alberich invade a mente de Inua novamente, a raiva se transforma em terror

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Alberich: Sim!

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Inua percebe que caiu numa armadilha, mas é tarde demais, fios de energia verde surgem do solo quebrando o gelo, se enrolam no corpo da guerreira e impedem que se mecha. A estátua de gelo que prende Alberich começa a rachar, das rachaduras surgem feixes de luz verde, então a estatua explode e ele se liberta. O guerreiro lendário aponta o dedo indicador direito para sua discípula, o dedo começa a emitir um brilho verde

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Alberich:NATURE’S PURIFICATION (PURIFICAÇÃO DA NATUREZA)

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Alberich lança um raio verde a partir de seu dedo indicador direito, o raio atravessa o rosto de Inua atingido sua mente, a guerreira revira os olhos e desmaia

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O Castelo do Vanaheim, Njord e Frey estão perplexos, desde que Fimbul quebrou a barreira de Aegir, os dois não falaram nada, o silencio já dura quase meia hora, ambos não conseguem entender o que aconteceu. Um humano acabava de fazer algo que só um deus poderia fazer, porém o que mais perturba a mente dos dois não é isso, mas sim o fato deles conhecerem o cosmo que Fimbul manifestou, e sabem muito bem que aquele poder não pertence ao guerreiro, pertence a alguém que já viram como inimigo, mas hoje vêem como um valoroso aliado, alguém de grande força e sabedoria, que estava incomunicável desde o ataque de Poseidon, e que muitos acreditavam que já estivesse morto. Frey estava prestes a falar algo para quebrar o silencio torturador, quando um relâmpago penetra no recinto, atinge o solo e começa a oscilar, tomando uma forma humana, este ser energia se ajoelha e assume uma forma física reconhecível, é Gunnr do Relâmpago Sudeste

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Gunnr: Meus senhores me desculpem aparecer aqui sem avisar, mas eu preciso entender o que aconteceu, com o guerreiro de Nidhogg

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Njord se vira para a guerreira e fala num tom de conformismo

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Njord: Tudo bem, Gunnr você tem o direito de saber

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Frey protesta,na situação presente é complexa quanto menos pessoas soubessem sobre ela melhor

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Frey: Mas pai…

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Njord: Ela tem todo o direito meu filho!

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Njord fala com uma grande imponência, tom que só usava em raras ocasiões, quando era contrariado sobre algo muito importante, vendo este tom,Frey se cala, por causa do respeito que tem pelo seu pai

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Njord: O que aconteceu é que algo divino se manifestou em Fimbul. Nenhum de nós esperava isso, mas estamos felizes que tenha acontecido…

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Gunnr: Está dizendo que Fimbul atingiu o cosmo divino sozinho?!

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Njord: Não! Dentro dele existia um ser divino que despertou por um momento

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Gunnr: Ele é a reencarnação de um deus?1

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Njord demora a responder. Mesmo ele não tinha processado muito bem isso, mas era a única explicação

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Njord: Aparentemente sim

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Gunnr: Mas de qual deus?

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Njord: Só um ser além do próprio Aegir poderia quebrar aquela barreira, e acho que já deduziu quem é

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Gunnr já sabia de quem seu senhor estava falando, já suspeitava disso desde que sentiu o lampejo do cosmo que quebrou a barreira, mas não conseguia acreditar que aquilo era possível!

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Gunnr:Mas ele não estava morto!?

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As palavras de Gunnr fazem que a resposta surja na mente de Njord, apesar de improvável aquela era a explicação mais plausível

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Njord: Exatamente minha cara…seu corpo foi destruído mas sua alma buscou refugio neste guerreiro

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Gunnr: Mas porque ele não manifestou antes e porque ele voltou a dormir quando precisamos tanto dele?

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Njord: Isto eu não sei Gunnr, mas acredito que ele aparecerá quando precisarmos dele, agora pode retirar

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Gunnr: Mas meu senhor…

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Njord: Retire-se!

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Gunnr percebe a alteração no tom de voz de Njord e não questiona mais, simplesmente volta a se tornar um relâmpago e voa para longe. Frey se aproxima de seu pai, também tem perguntas a fazer

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Frey: Mas pai o que vamos fazer em relação ao Fimbul?

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Njord: Se conheço o deus que está dentro dele, ele tem um plano, acho que não devemos interferir com isso

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Frey: Mas…

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Njord: Não confia nele?

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Frey percebe que o pai tem razão: não existiam motivos para não confiar em um ser tão sábio.

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Frey: Mas pai o que faremos quanto a Loki, ele ainda está possuindo Driffa

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Njord: O plano continua o mesmo, se ele pensar que nos enganou se escondendo desta forma, será mais fácil para nós descobrirmos seus segredos sem que ele perceba

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Frey: Mesmo assim acho melhor agirmos com cautela, ele é muito perigoso

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Njord: Eu sei meu filho, mas devemos confiar em Aegir também, ele consegue ler os pensamentos de Driffa, e é bem capaz de descobrir o que precisamos saber sobre Loki antes que este perceba.

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Frey e Njord olham para a ilha norte, onde está Driffa, podem sentir a presença de Aegir próximo àquela ilha e também sentem a aterradora presença de Raam próximo a eles, para o bem de todos esperam que tudo de certo

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Na Ilha pantanosa Hagen continua seguindo Goll, que parece andar despreocupadamente, pulando entre as raízes expostas das árvores. O guerreiro por outro lado está cada vez mais impaciente, parece que faz horas que está seguindo a menina sem chegar a lugar nenhum. Se pelo menos ela o deixa-se carregá-la, então eles poderiam ir mais rápido, afinal ele possuía uma velocidade sobre-humana, mas toda vez que pedia isso, a garota dizia que ele deveria ter paciência que logo chegariam no seu destino, mas como ter paciência no meio do Ragnarok? Mesmo assim Hagen está com receio em contrariá-la, com medo que ela fuja e ele fique novamente perdido na ilha, mas isso estava ficando difícil demais de agüentar, por isso resolve questioná-la mais uma vez

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Hagen: Goll! Para onde estamos indo, mesmo?

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A menina responde sem parar de avançar

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Goll: Para o centro da ilha, lá é onde a Wave Nikr da água deve estar

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Hagen: Muito bem e onde é o centro da ilha?

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Goll: No topo daquela montanha

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Goll aponta para uma montanha no horizonte, pode-se ver vários pequenos rios saindo do seu topo, que descem toda a montanha para formar os vários córregos, rios e pântanos que preenchem toda a ilha

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Hagen: Nossa, mas aquela montanha  é muito íngreme e parece ter um terreno acidentado, não é melhor eu carregar você, para não se machucar?

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Obviamente Hagen está tentando dar uma desculpa para poder ir mais rápido, mas Goll parece ser muito ingênua para perceber isso

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Goll: Obrigado, mas não precisa. Eu vivo aqui, já subi aquela montanha varias vezes

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Hagen insiste

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Hagen: Mas se eu carregá-la será mais fácil de subir e chegaremos ao topo mais rápido

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Goll: Hagen… já disse que chegaremos lá mais cedo ou mais tarde você só precisa ter paciência

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Hagen já nem sabe quantas vezes ouviu isso, já era demais! Era impossível pedir para ele ter tamanha paciência no meio de uma guerra! Quando pessoas dependiam dele!

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Hagen: Mas Goll como é que você quer que eu tenha paciência, se estamos no meio de uma guerra, quanto mais tempo eu perco aqui mais pessoas estão morrendo!

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Goll: Você não vai salvar ninguém se não tiver paciência

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Hagen: O que?

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Goll para de andar e olha para a água fluindo no pântano

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Goll: Numa guerra é necessário ter a paciência, para analisar uma situação, devemos deixar tudo fluir naturalmente sem pressa, para que assim possamos descobrir a hora certa de agir.

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Hagen estranha como uma menininha fala com tanta propriedade sobre a guerra quando era obvio que ela nunca tinha lutado na vida! Talvez nem se quer tenha visto uma batalha!

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Hagen: O que você sabe sobre guerras para falar desta forma sobre elas?

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Goll vira-se para Hagen e reponde com um sorriso tão que angelical que seja a ser irritante

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Goll: Acredite, eu sei o suficiente, agora vamos se está com tanta pressa não devia ficar perdendo tempo me fazendo perguntas

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Hagen não responde, parece não haver como argumentar com aquela menina, que pensava que sabia de tudo e que simplesmente respondia seus questionamentos com coisas sem sentido, então resolve parar de questionar e simplesmente segui-la já que qualquer coisa que falasse só o atrasaria

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Passado 12 anos atrás—————————————————-

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Inua, agora com oito anos, é jogada no chão por um garoto um pouco mais velho que ela, ele é acompanhado por outros dois garotos de mesma idade, pela suas vestes é possível perceber que são aprendizes, três dos muitos candidatos a guerreiros deuses que treinavam no reino sagrado dos deuses, Asgard(dos deuses), só estar lá já era uma honra e provava que tinham grande potencial, mesmo assim poucos conseguiam sobreviver aos duros treinamentos e menos ainda conseguiam se tornar guerreiros deuses. Inua ainda está sentada no chão, próximo a floresta em que treinava com seu mestre. Sangue escorre da sua boca, seu corpo possui varias lesões, mesmo assim ela não parece estar com medo ou mesmo com raiva, seu olhar é de pena. O aprendiz que a jogou no chão se aproxima

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Aprendiz 1: Acha que só porque, o senhor Alberich aceitou te treinar, isso te torna digna de estar aqui? Você é e sempre será uma skraeling,(explicação no final), sua presença suja este solo sagrado

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Outro garoto que acompanhava o primeiro, completa

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Aprendiz 2: Nem pense em deixar seu sangue impuro cair nesta terra, senão te mandaremos de volta para sua terra a pontapés

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O terceiro garoto não diz nada, simplesmente cospe no rosto de Inua, a menina não reage, apenas fica com o mesmo olhar de pena. O sangue que escorre pela sua boca acaba por cair no solo, isso enfurece o primeiro e mais velho dos aprendizes que avança para dar um soco na garota, porém um vulto aparece na sua frente e para seu punho com apenas um dedo, os outros garotos reconhecem o defensor de Inua

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Aprendiz 2: Senhor Alberich!

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Alberich XIII surge para defender sua pupila, mostra-se calmo a situação, seu olhar é de desprezo

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Alberich: Quem são vocês para julgar se ela merece ou não estar aqui? Se o próprio Odin aceita a presença de Inua aqui, vocês não tem o direito de se opor a isso, se insistirem estarão desafiando a palavra do maior dos deuses, vocês se atreveriam a desafiá-lo?

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Terror invade a mente dos garotos, eles tremem perante as palavras do guerreiro lendário, apenas o mais velho consegue falar, este ainda não saiu da posição de ataque, não por estar desafiando Alberich, mas sim por estar completamente paralisado de medo

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Aprendiz 1: N..não se..se..senhor Alberich

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Alberich: Então sumam daqui! Enquanto eu ainda não decidi se vocês merecem manter suas patéticas vidas!

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Alberich joga o garoto mais velho para traz com um pequeno avanço de seu dedo que estava encostado na mão dele, os outros dois correm e carregam o mais velho para longe. Inua se levanta para agradecer ao seu salvador

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Inua: Obrigado mestre

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Aberich permanece de costas para a garota, questionando-a

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Alberich: Porque deixa que esses idiotas maltratem você assim? Eu sei que se você quisesse poderia derrotá-los de olhos fechados

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Inua: É que eu não sinto raiva deles, sinto pena, porque eles me julgam por estereótipos e tem a mente muito fechada para me conhecer. Além disso, eu estou treinando para ser uma Guerreira Deusa, para poder defender a justiça no mundo, não posso lutar por motivos pessoais como a vingança

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Alberich não muda de posição, porém sua voz possui um leve tom de admiração

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Alberich: Você tem um grande senso de justiça Inua, acho que é por isso que os espíritos da natureza a aceitaram

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A garota sorri em agradecimento

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Inua: Obrigado mestre

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O tom de voz de Alberich muda subitamente.

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Alberich: Mas agora isso mudou!

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Inua: O que?

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Alberich se vira para a garota, seus olhos emitem um aterrador brilho verde, todo o local escurece como se o dia virasse noite

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Alberich: Você não luta mais pela justiça! Abandonou seus ideais e seus companheiros! Você nos traiu!

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Inua da um passo para trás seus olhos se enchem de terror

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Inua: Mas eu..

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O local fica ainda mais escuro a imagem de Alberich começa a se distorcer, sua boca adquire contornos pontudos como dentes demoníacos, sua mãos se tornam garras que parecem serem feitas de galhos, todo seu corpo é coberto por um manto negro e aterrador que parece ser feito de folhas, tanto a boca quanto os olhos do monstro que Alberich se tornou emitem um brilho verde, a criatura, pega a garota pelo pescoço com sua mão direita e a suspende, então fala com uma voz múltipla e demoníaca, que faria o mais bravo dos homens ficar paralisado de medo

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Alberich: Você não merece mais o seu titulo, não merece mais a nossa companhia, não merece mais viver, você não passa de um ser que devemos punir!

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A criatura que antes era Alberich golpeia Inua com sua garra esquerda perfurando seu peito e seu coração, a garota grita de dor e terror. A cena vai se afastando mais e mais até que as duas figuras desaparecem na escuridão, tudo se torna negro e depois o afastamento continua revelando que o espaço escuro era a pupila de Inua, aquilo tudo não passava de uma ilusão, causada pelo golpe de Alberich, a guerreira de Kraken agora está de joelhos com as mãos na cabeça, seu olhar é de puro terror, sente uma dor que parece vir da parte profunda de seu ser como se parte de seu espírito tivesse sido destruída, não consegue mais pensar em nada além da dor e do medo que agora toma todo seu corpo e a impede de se mexer. Alberich se aproxima de sua pupila, sua voz está normal, mas aos ouvidos de Inua ela soa mais assustadora que o próprio inferno

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Alberich: Agora você vai nos dizer o que queremos saber

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Alberich teve receio em usar esta técnica em sua discípula, afinal o golpe pode destruir o espírito por completo, mas não teve outra escolha quando ela se recusou a falar. O Nature’s Purification (Purificação da Natureza), purifica qualquer espírito corrompido ou dominado, assim as pessoas dominadas por algo ou por alguém voltam ao normal, porém quando uma pessoa normal é atingida por este golpe ele destrói tudo o que não é puro do espírito, tudo que sobra é a parte mais pura e honesta da pessoa, e neste estado a pessoa não pode mentir, não pode ter raiva, malicia ou qualquer sentimento impuro.Porém se o espírito não for forte o suficiente pode não agüentar o ataque e ser destruído por completo. Se agüentar com o tempo ele se regenera e então a pessoa volta ao normal, mas isso normalmente demora dias para acontecer, assim Alberich poderia descobrir o que queria

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Alberich: Muito bem, Inua quem é seu senhor?

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Inua não consegue pensar direito, a resposta verdadeira logo vem a sua cabeça, mas seu senso de justiça impede que diga assim se esquiva da resposta

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Inua: Meu senhor…é um grande homem….um grande guerreiro

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Alberich: Isso não basta! Eu quero saber o nome dele

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Inua se esquiva novamente

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Inua:Não é necessário nomeia-lo  porque…suas ações falam por si

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Alberich decide tomar outra abordagem

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Alberich: Como está seu senhor?

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Inua: Ele está em perigo…eu tenho que lutar o por ele

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Alberich: Mas ele é uma pessoa honrosa que merece sua devoção?

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Inua ainda tenta ser vaga, como se não quisesse revelar quem é seu senhor, como se sua vida depende-se disso

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Inua: Ele merece minha devoção, pois tem os mesmos ideais que eu e por isso eu luto por ele!

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Algo muda em Inua, ela começa a aumentar seu cosmo, Alberich não entende como isso é possível, o espírito dela estava quase destruído e mesmo assim ela continuava lutando, mesmo com toda dor que sentia, mesmo com todo o medo que tinha de seu mestre, continuava lutando, de onde  tirava tanta força de vontade? A guerreira aumenta seu cosmo mais e mais, então começa a se levantar com muita dificuldade e fecha os olhos.

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Inua:Ele é por quem luto! E sempre vou lutar!

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Inua explode seu cosmo, seus olhos se abrem e emitem um brilho azul claro, a grande imagem do Kraken surge atrás dela. Depois, do nada, ela desaparece todo aquele poder que se manifestou de uma hora para outra some como se nunca tivesse existido

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Voltando a ilha pantanosa, Hagen e Goll finalmente chegam ao topo da montanha no centro da ilha, nele existe um lago que da origem a vários córregos, a água deste lago é excepcionalmente azul, vários peixes vivem nele, como a água é limpa é possível ver toda a vida ressalta sua beleza. No centro dele existe uma nascente que dá origem a todos os córregos, rios e pântanos da ilha. Hagen está confuso e impaciente, afinal não há sinal da Wave Nikr em lugar nenhum, será que Goll estava mentindo? E se estivesse porque ela faria isso? Pensando nisso Hagen questiona a menina mais uma vez

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Hagen: Então Goll, onde a Wave Nikr está?

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A menina responde no tom inocente de sempre

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Goll:Ah…Ela deve estar por perto, por que não olha na nascente, é lá onde a armadura dela fica guardada

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Hagen: Tudo bem

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Hagen entra no lago e já que este é relativamente raso, consegue andar até a nascente. Quando chega lá não vê nada de especial, irritado virá-se em  direção a Goll, para questioná-la novamente, porém a menina tinha desaparecido

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Hagen: Onde ela…

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Um tremor se manifesta no lago, como se algo estivesse emergindo da terra, em volta da nascente começa a se formar um remoinho, que a afasta a água do centro do lago, assim ele só fica com o pouco de água que sai constantemente da nascente, logo depois um vulto branco emerge da terra do centro, e começa a flutuar na frente de Hagen. É possível ver que o vulto é na verdade uma armadura, montada em forma de uma mulher ajoelhada, que é coberta completamente por um manto branco, que brilha e se desmonta. A água do lago começa a voar e se arranja para formar uma forma humanóide, a armadura veste a figura, logo depois esta se solidifica, formando assim a dama da água vestida. A vestimenta é semelhante à de Gunnr, porém tem uma grande saia branca que cobre toda a extensão das pernas da guerreira, as proteções são brancas adornadas com varias pedras preciosas azuis, a guerreira possui uma capa branca com varias ondas bordadas, tem um capuz que cobre o rosto dela, é possível ver por baixo do capuz um elmo que parece ser feito de ondas que convergem no centro dele. A Wave Nikr retira o capuz e revela seu rosto, que possui lindos olhos azuis e cabelo castanho arranjado em duas grandes tranças. Hagen consegue reconhecer a identidade da guerreira, mas não consegue acreditar, por isso fica sem palavras. A Wave Nikr da água é Goll!

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Goll: Desculpe não poder me apresentar formalmente antes Hagen

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A menina sorri novamente

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Goll: Eu sou Goll de Onda Noroeste

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Fim do Capitulo 29

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Explicações:

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Skraeling: É como os nórdicos chamavam os Inuit(os esquimós ) e os nativos norte- americanos, significa:” homem feio”

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