Capitulo 31

Capitulo 31: A Origem de uma Donzela

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Tudo é escuridão para Hagen, não sabe se acordado ou não, não sente seus membros, não ouve nada, não sente nenhum cheiro ou gosto. Tudo que consegue sentir é sede, muita sede! Como se estivesse a dias sem água sobre um sol escaldante. Está fraco, cansado e tonto não consegue se mover muito menos se levantar para tentar buscar a água precisa. Derrepente sente algo frio e liquido, entrando em sua boca seca, era água! A melhor água que já bebeu! Aos poucos mais do glorioso liquido entra em sua boca, ele parece trazer suas forças de volta. Logo consegue perceber que seus olhos estavam fechados, então os abre, no inicio a imagem que vê é indistinguível, mas aos poucos consegue perceber uma figura na sua frente, era de uma pessoa, uma mulher, com olhos azuis claros como o gelo, um cabelo longo e loiro e um sorriso sereno.

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Hagen: Freya?

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?????: Hagen, você está bem?

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A voz da figura feminina não era de Freya, era mais fina, inocente e quase irritante.

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Hagen: Goll…

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A figura que parecia ser Freya, agora revela-se como Goll. A menina está ajoelhada ao lado do corpo do guerreiro, com as mãos está fazendo água se mover e entrar na boca de Hagen e nos ferimentos dele. O guerreiro recobra a consciência por completo e então levanta o tronco, assustado

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Hagen: Goll! O que aconteceu?

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A menina sorri para Hagen

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Goll: Que bom que você acordou! Estava ficando preocupada, você perdeu muito sangue! Eu estou repondo a água que você perdeu no sangramento, mas infelizmente não pude repor o sangue por completo, já que está coagulado

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Hagen percebe que a menina não tem nenhum ferimento, não entende como isso possível, seu golpe máximo a acertou com certeza, como ela poderia estar ilesa?

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Hagen: Obrigado…mas e você? Está bem?

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Goll: Eu estou ótima! Mas deve estar se perguntando como eu não estou ferida.

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Hagen tinha varias outras duvidas como, o que tinha acontecido com a menina a alguns minutos? No que ela tinha se transformado? Como seu cosmo aumentou tanto? Entre outras, mas a que Goll tinha mencionado parecia mais importante agora

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Hagen: Sim, eu não…

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Goll: Eu vou responder todas suas duvidas, como você venceu acho que tem direito de saber, mas primeiro é melhor você entrar no lago do centro da ilha…Sabe onde minha armadura apareceu?…A água dele vai te ajudar a se recuperar da perda de sangue

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Hagen queria saber o que tinha acontecido, mas agora que sabia que tinha ganhado a luta, sua missão parecia-lhe mais importante

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Hagen: Eu gostaria de ouvir o que você quer me contar Goll, mas tenho que ir…

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Goll interrompe o guerreiro, sua voz está claramente alterada

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Goll: Deuses! Depois de tudo aquilo você ainda não aprendeu a ter paciência! Seu corpo precisa descansar! Entra logo naquele lago, se não quiser morrer por falta de sangue!

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Hagen se assusta com a mudança de tom da menina, mas logo percebe que ela está certa, mal consegue se levantar, não será útil para ninguém neste estado, então resolve atender ao pedido de Goll

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Hagen: Certo acho que tem razão..

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Hagen se levanta com muita dificuldade e a passos cambaleantes entra no lago do centro da ilha, se senta no chão e seu corpo fica parcialmente submerso. A água quente do lago faz suas dores diminuírem e suas forças parecem começar a voltar aos poucos. Goll senta-se numa pedra na margem do rio e olha para Hagen, com certa admiração

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Goll: Muito bem Hagen como me venceu, acho que tem o direito de saber o que aconteceu comigo e com a minha armadura. Acho que é melhor começar pelo que aconteceu com minha armadura, já que essa historia é mais antiga, e ajuda a entender a minha historia…

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Hagen houve tudo com atenção, apesar de estar preocupado com o quanto isso vai durar, depois da ultima luta entendeu que as vezes é necessário esperar a hora certa para agir e enquanto este momento não chega, um pouco conhecimento não lhe fará mau. Goll continua sua narrativa

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Goll: Então, para entender o que aconteceu com meu traje terei que lhe contar a origem dele e das Wave Nikr!

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Dizendo isso Goll cria um grande circulo de água, dentro dele existe uma fina película de água que começa a mostrar imagens que ilustram o que a garota está dizendo

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Goll: Nunca vou me esquecer desta historia, minha mãe a contou para mim no inicio do meu treinamento. Há muito tempo, uma guerra entre os Vanir e os Aesir ocorreu, os motivos desta são segredos negados aos mortais, por motivos que eu não sei ao certo…De qualquer forma foi um conflito longo e equilibrado, que levou a formação de varias lendas e contos heróicos. No inicio  os Aesir levaram vantagem, pois possuíam mais experiência em batalha do que os Vanir, além disso possuíam armaduras e armas mágicas e poderosas, feitas de Mithrill,uma liga metálica, feita pelos seus aliados os anões, a partir de escamas de dragões.

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Enquanto ela fala, o circulo projeta imagens de batalhas entre os Vanir e os Aesir, os deuses guerreiros levavam vantagem e ganhavam a maioria dos confrontos

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Goll: Os Vanir perceberam que precisavam mudar a situação, então Njord, o líder do clã, foi até o mundo dos anões e negociou com  alguns deles que não simpatizavam  muito com  os Aesir. O deus pediu que os anões fizessem armas e armaduras para os Vanir em troca ele lhes garantiria colheitas fartas e terras sempre férteis. Os anões concordaram, mas disseram que precisariam de algo mágico para usar com base, já que as escamas de dragão eram bem guardadas pelos Aesir. Njord e os outros Vanir procuraram por muito tempo algo que pudesse servir de base, até que Aegir apareceu com a solução: usar as pedras elementais, que eram a origem de todos elementos da natureza, os outros Vanir concordaram com a proposta e entregaram as pedras aos anões.Que combinaram elas com alguns metais para criar uma nova liga metálica o Elemsteel, e a partir dele criaram as Disnas as poderosas armaduras dos Vanir.

Porém estes trajes precisavam de algo a mais para serem efetivos, precisavam de vida!

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Hagen: Vida?

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Goll: Sim Hagen, os trajes precisavam viver para ajudar os Vanir e só os Vanir, precisavam de lealdade e censo de justiça além de poder, coisas que poderiam ter se adquirissem vida própria…Para tornar as Disnas seres vivos os Vanir doaram parte do seu infinito espírito aos trajes, lhes concedendo vida.

Estas armaduras eram muito especiais, pois graças ao Elemsteel elas podiam usar os elementos da natureza para se recompor, tornado-as praticamente indestrutíveis

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O circulo de água mostra as Disnas, Hagen admira a grande beleza dos trajes, algumas delas possuíam armas como a de Frey que tinha uma espada e a de Njord que tinha com um bastão parecido com um remo

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Goll: Com estes trajes os Vanir começaram levar vantagem no combate, os Aesir se viram forçados a chamar ajuda dos seus seguidores, os heróis humanos que conheciam o poder que grande arvore mãe deu a todos os seres vivos, o cosmo…estes incríveis homens eram conhecidos como os Guerreiros Deuses

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Hagen não consegue se conter

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Hagen: Os guerreiros deuses…você está se referindo aos meus antecessores?

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Goll: Exatamente! Com ajuda deles os Aesir voltaram e ter a vantagem. Os Vanir não possuíam seguidores guerreiros, pois eram deuses da natureza e da fertilidade. Foi quando as filhas de Aegir e Ran resolveram interferir

Estas jovens possuíam poderes elementais, pois eram as guardiãs das pedras elementais, eram pessoas justas que não agüentavam mais ficar paradas enquanto seus pais lutavam para defender seus ideais e seu mundo, então se ofereceram para lutar ao lado dos deuses. Aegir ficou comovido com a coragem de suas filhas e pediu aos anões que confeccionassem trajes para elas, feitos de Elemsteel, então estes transformaram os mantos brancos das jovens em armaduras, que representavam cada uma um elemento e uma direção a ser tomada nos mares

Assim Hagen surgiram as Disgae

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Hagen percebe um conflito na fala da menina

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Hagen: Mas estes trajes não precisavam de vida para ser uteis, assim como as Disnas?

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Goll faz uma pausa e se mostra triste, como se lembra-se de algo muito ruim…um grande sacrifício!

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Goll: Claro que sim Hagen…porém as filhas de Aegir não possuíam um espírito infinito como os Vanir, apesar de serem imortais, não eram divindades…Por isso tiveram que fazer um grande sacrifício…que até hoje é repetido por nós, não só porque é necessário, mas também em honra a elas!

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Hagen: Mas fale logo! Qual foi este sacrifício?

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Goll expressa seu típico sorriso sereno

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Goll: Olha só quem está se interessando pela historia!

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Hagen se mostra um pouco encabulado

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Hagen: Bom é…

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Como rio sinuoso, a garota logo volta a sua expressão séria

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Goll: Elas sacrificaram seus sentimentos, sua imortalidade, sua vida! Para assim se tornarem seres elementais e se fundirem às suas armaduras, por isso como suas armaduras elas podiam se recompor a partir de seu elemento. Porém se fossem separadas de seus elementos não poderiam se curar ou impedir sua morte. Essas heroínas foram as primeiras Wave Nikr!

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O circulo mostra o sacrifício das Wave Nikr, a mãe das jovens, Ran observa tudo com grande tristeza

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Goll: Ran ficou com medo de suas filhas morressem, então pediu ajuda.

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Hagen: De quem?

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Goll fica cada vez animada a continuar a contando a historia, vendo o crescente interesse do guerreiro

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Goll: Bom Hagen, para te dizer isso terei que lhe explicar qual é a função de Ran. Como deve saber aqueles que morrem em batalha vão para Asgard, ficando junto de Odin, e os que morrem por doenças ou velhice vão para o Helheim onde sofrem nas mãos de Hel. Mas para onde você acha que vão as pessoas que morrem no mar? Então…elas vêm para cá, para o Vanaheim onde ficam sobre o controle de Ran.Como deve imaginar vários guerreiros acabam morrendo no mar, naquela ocasião Ran pediu ajuda a eles, pediu que treinassem suas filhas, em troca lhes daria imortalidade ao lado dela, como pode imaginar muitos desses guerreiros eram fieis aos Aesir, e por isso não aceitaram a proposta, mas outros resolveram aceitar, porque queriam voltar a viver e a lutar.

Assim se formaram dois exércitos de guerreiros mortais, as Wave Nikr junto com seus mestres e os Guerreiros Deuses, junto com os outros seguidores dos Aesir. Finalmente a guerra se equilibrou…

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O circulo mostra inúmeras batalhas entre os Guerreiros Deuses e as Wave Nikr, muitas mortes, vitórias e derrotas, momentos de heroísmo e sacrifício, de gloria e de desonra, como qualquer nórdico Hagen sente um grande entusiasmo com as batalhas, Goll também admira as cenas, mas seu sentimento é mais de orgulho por ver suas antecessoras

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Goll: O conflito acabou sem vencedores

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O Circulo mostra um campo de batalha cheio de corpos, muitos guerreiros e guerreiras, entre eles dois se destacam, um é guerreiro deus que está usando a armadura de Dubhe, o outro é de uma mulher, uma Valquiria de cabelos negros, os dois estão abraçados.

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Hagen: Quem são estes dois?

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Hagen fala isso apontando para os corpos da Valquiria e do guerreiro de Dubhe

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Goll responde surpresa

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Goll: Não acredito que não está reconhecendo o ancestral do seu amigo Siegfried
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Hagen: Ancestral? O Siegfried lendário?

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Goll: Isso! E ao lado dele está Brunhilda, a mais corajosa das Valquírias, mas isso é uma historia para outro dia…O que gostaria que soubesse é que todas as Wave Nikr perderam a vida nesta guerra! Mas felizmente os Vanir e os Aesir se admiraram com o valor e a força dos dois grupos de combatentes e fizeram uma trégua e com o tempo se tornaram aliados

Mas nossa historia não acaba por aqui…Ran não podia suportar perder suas filhas e não aceitou que elas ficassem na morada os guerreiros mortos, Valhalla.Então usou seu infinito poder para fazer que as almas de suas filhas reencarnassem entre os humanos, assim começaram a surgir novas gerações de Wave Nikr. Tanto Ran quanto Aegir podem reconhecer as almas das suas filhas, porém a cada geração isso fica mais difícil, pois a cada vida que elas têm adquirem novas experiências e novas memórias que as distanciam das originais. Assim os dois deuses selecionam candidatas a Wave Nikr que são treinadas pelos mesmos guerreiros antigos que treinaram as originais.

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Desta vez o circulo mostra o treinamento das jovens.

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Goll:Ao final do treinamento as candidatas deixam seu corpo mortal e oferecem suas almas à Disgae, esta sabe se são realmente reencarnações das Wave Nikr originais, se este for o caso o traje faz um novo corpo elemental para alma da guerreira

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O circulo mostra uma jovem de cabelos cor de safira, deixando seu corpo e oferecendo sua alma à Disgae. Hagen consegue reconhecer a jovem, mas não entende como isso é possível

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(Hagen): Ela parece a….Hilda! Não, é impossível! Deve ser só impressão

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O circulo continua a mostrar a cena, ao ver a alma da jovem o traje brilha, pequenos cristais de gelo se foram em volta do espírito, eles se juntam e foram um corpo de gelo que passa à abrigar o espírito,então a Disgae se desmonta e veste o corpo de gelo, que logo depois adquire uma aparência humana. Assim nasce uma Wave Nikr

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Goll fica com uma expressão seria… como se estivesse sentindo pena

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Goll: Porém se a Disgae não reconhece a alma, esta é tragada para os domínios de Ran onde ficam os mortos no mar

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O circulo mostra o que Goll descreveu Hagen também sente pena da jovem que a imagem mostra: a alma parece se desesperar ao perceber que não foi aceita pelo traje e depois desaparece. A menina tenta se esquecer deste destino horrível,  limpa uma lagrima que tinha acabo de rolar pelo seu rosto e então volta a contar

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Goll: Ham….Bom dependendo do cosmo que a escolhida manifesta a Disgae muda de forma, existem aquelas durante o treinamento só conseguem despertar parte do poder da sua alma de Wave Nikr, e assim se tornam Wave Nikr menores como eu, e existem as que conseguem uma parte maior do poder de sua alma e se tornam Wave Nikr maiores como a jovem que você no meu circulo. E a cada geração existe uma que consegue despertar todo poder da sua alma se tornado tão forte quanto as Wave Nikr originais,  então ela se torna a Wave Nikr central. A cada geração surgem 4 Wave Nikr menores, 4 maiores e uma Central, e não necessariamente cada grupo tem sempre os mesmos elementos, ou seja uma Wave Nikr da água por exemplo pode ser uma menor numa geração e na próxima geração a nova Wave Nikr da água pode ser uma maior.

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Hagen: Mas se é assim como sempre existem 4 Wave Nikr de cada grupo e uma central?

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Goll: Não se sabe muito bem o motivo, acredito que seja apenas o destino. Outra coisa importante, apesar de ser raro uma Wave Nikr menor pode se fortalecer, aumentando o nível médio de seu cosmo e assim se tornar uma maior, mas até hoje isso só aconteceu em circunstancia onde só existiam três ou menos Wave Nikr maiores, nunca houve um momento onde existiram 5 Wave Nikr maiores ao mesmo tempo

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Hagen percebe uma coisa

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Hagen: Goll, se esse tipo de situação acontecer a Disgae da Wave Nikr que se fortaleceu também muda não é?

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Goll: Exatamente! Muito bem Hagen! Viu como vale a pena analizar à situação com paciência

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Hagen sorri e se mostra um pouco encabulado

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Hagen: Bom…então foi isso que aconteceu com você e sua armadura? Você se fortaleceu?

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Goll: Isso!

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Hagen: Mas então porque voltou ao normal?

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Goll: Porque eu só me fortaleci temporariamente

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Hagen: Como isso é possível? Quer dizer nos podemos sim aumentar e diminuir nosso cosmo, mas mudar o nível médio de uma hora para outra? Eu nunca vi isso acontecer

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Goll olha para cima e contempla o belo céu do seu mundo, depois olha para Hagen e dá um suspiro

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Goll: Ham… Isso tem haver com a minha mãe.

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Hagen: Sua mãe?

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Goll: Sim Hagen, quantos acha que eu tenho?

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Hagen não responde, e nem teria tempo, pois a menina logo dá a resposta

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Goll: Eu tenho dez anos, acha que seria possível eu me tornar uma Wave Nikr tão jovem?Quanto tempo acha que eu treinei?

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Hagen se lembra de seu treinamento no passado, lembra de quando ele tinha dez anos, naquela época já tinha desenvolvido algum poder, mas nada comparado ao que tinha no presente e também nada comparado ao poder de Goll

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Hagen: Eu já tinha me questionado sobre isso

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Goll: Vou lhe contar minha historia Hagen, assim entenderá o que aconteceu comigo, e também poderá se preparar para o desafio que está por vir

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Mais uma vez o circulo de água de Goll começa a mostrar imagens: mostra uma casa em meio a uma floresta congelada, perto dela existe um lago, dentro existe uma menina sentada numa cadeira, quando a imagem mostra o rosto desta pode-se ver que é Goll, porém sua expressão é triste muito diferente da menina alegre que Hagen conheceu.

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Goll(no presente) começa a narrar o que circulo mostra

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Goll: Eu nunca tinha conhecido minha mãe, meu pai me dizia que ela me amava muito, mas não podia ficar conosco pelo o que ela era. Eu nunca entendi o que ele queria dizer, mas isso não importava éramos relativamente felizes apesar do fato de eu estar presa

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Hagen: Presa?

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Goll: Quando eu era muito pequena eu sofri um acidente, eu caí de uma encosta enquanto meu pai me carregava, minha coluna se quebrou e eu perdi os movimentos das pernas. Não me lembro muito bem do que aconteceu, na verdade desde que eu me lembro eu já estava em uma cadeira de rodas, mas mesmo assim me sentia presa, tinha sonhos onde  andava, era como se meu corpo soubesse o que era ter esta liberdade e se recusava a aceitar a limitação. Meu pai se culpava pelo acidente, ele procurou todos os médicos da região para tentar me curar, mas todos disseram que era inútil, eu nunca voltaria a andar, meu pai então procurou  curandeiros e outros conhecedores de magia, mas não adiantou, no final ele fugiu comigo para as cidades modernas para achar um bom medico, mas mesmo este disse que era impossível. Meu pai então me levou devolta para casa e começou a estudar para tentar encontrar uma cura para mim, ele não podia conviver com o fato de eu ficar presa naquela cadeira para sempre, a agonia dele só tornava tudo pior

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Hagen começa a pensar

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(Hagen): Foi por isso que ela se desesperou tanto quando eu a suspendi

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Goll derrama algumas lagrimas ao se lembrar de seu pai, para que não fica-se mais triste tenta mudar de assunto

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Goll: Eu…eu…me lembro que

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Goll fecha os olhos, não consegue mais conter o choro, mas então sente algo quente lhe envolvendo, era Hagen que estava a abraçando

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Hagen: Tudo bem Goll! Eu sinto muito…eu não sabia que isso te trazia tanta tristeza

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Hagen se ajoelha perto de Goll e limpa sua lagrimas, depois faz outro cristal de gelo e o entrega à menina

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Hagen: Vai ficar tudo bem…não precisa me contar se isso lhe traz tanta dor

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Goll pega o cristal de Hagen e para de chorar

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Goll: Obrigado Hagen…mas tudo bem, eu quero que você saiba

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Goll aponta para o circulo de água que agora está mostrado ela no lago na frente de sua casa, a água parece estar muito fria, já que há neve em volta do lago, mas mesmo assim a menina parece estar relaxada e feliz

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Goll: Eu me lembro que o único lugar que eu me sentia livre era na água, lá minhas pernas não tinham peso, eu aprendi a nadar muito bem só com meus braços e mesmo em dias frios eu entrava naquele lago. Meu pai não me impedia porque via que lá era o único lugar que eu estava realmente feliz, ele dizia que eu ficava mais perto da minha mãe quando estava no lago, e realmente sentia algo bom perto de mim quando estava submersa.

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Goll se sente melhor ao relembrar destes momentos felizes, mas logo volta a ficar triste, mas desta vez não para de falar

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Goll: Um dia a mais ou menos a quatro anos atrás , eu estava dormindo quando alguém invadiu a nossa casa, eram alguns homens que queriam algo com meu pai. Lembro-me que ele pediu para eu ficar no meu quarto e trancou a porta.  Ouvi os homens discutindo com meu pai, não conseguia entender o que eles estavam falando, depois ouvi gritos e o som de algo pesado caindo no chão. Então os homens arrombaram minha porta, um deles tinha uma faca na mão, ensopada de sangue, ele avançou contra mim e eu fechei os olhos.

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O circulo mostra a visão de Goll enquanto ela fecha os olhos, tudo fica escuro, então ouve-se um grande estrondo, depois ouve-se o som de água corrente, como num rio caudaloso e depois os gritos dos homens. E então a menina abre os olhos, uma bela mulher esta na sua frente de costas para ela, esta veste um vestido branco com um capuz e uma capa. A mulher vira-se para Goll, os olhos dela emitem um aterrador brilho azul.

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Goll(no presente) volta a narrar a cena

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Goll: E fiquei assustada com ela de inicio, mas depois…

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A imagem mostra a mulher perdendo seu olhar aterrador, seus olhos param de brilhar e se revelam azuis como o oceano, assim  como seus cabelos que também são ondulados como as ondas do mar. Ela então sorri para Goll,sua expressão é confortante

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Goll(no presente) volta a narrar

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Goll: Eu me senti segura ao lado dela, era como se eu tivesse a visto antes. A mulher era Ran a deusa do mar, minha mãe

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Ao ouvir isso Hagen solta a menina, está muito surpreso

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Hagen: Sua mãe?! Sua mãe é Ran!

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Goll sorri e ri um pouco, acha a reação de Hagen muito engraçada

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Goll:Isso…haha, porque não nota a semelhança? Bom naquele dia minha mãe me trouxe para cá. Me disse que sentia muito por não poder estar perto de mim, mas por ela ser uma deusa, o fato dela ter tido um filha com um mortal poderia ser mal visto e isso poderia ser muito perigoso para mim, mas agora que meu pai tinha morrido, ela não podia me deixar sozinha. Eu perguntei a ela porque não salvou meu pai, ela disse que não podia interferir na vida dos mortais, a menos que fosse extremamente necessário ou se alguém relacionado a ela estivesse em perigo. Minha mãe começou a me treinar para ser uma Wave Nikr ela disse que este o único jeito de curar minha paralisia. Eu concordei porque ela me disse que assim eu ficaria forte, e poderia ajudar a construir um mundo melhor, onde as pessoas não iriam sofrer como eu sofri. Como eu era filha direta de Ran, desenvolvi meu cosmo muito rápido e consegui me tornar uma Wave Nikr em muito pouco tempo, quando me tornei uma elemental meu corpo se curou e eu pude voltar a mexer minha pernas.Finalmente eu me senti livre!

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Quando Goll diz isso, se levanta e começa a flutuar, uma onda surge atrás dela, que se decompõe em pequenas gotas d’água que voam e a molham como gotas de chuva, a menina se mostra muito feliz ao sentir seu corpo sendo molhado. Hagen fica feliz com a expressão de Goll, mas ainda está confuso

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Hagen: Mas isso ainda não explica sua transformação repentina

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Goll sorri e pousa no chão, então olha para Hagen

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Goll: Tem razão Hagen! Não explica. Bom minha mãe me disse que eu tinha um grande poder adormecido em mim, por eu ser filha direta dela. Ela me disse que com o tempo eu aprenderia a controlar este poder quase divino, mas enquanto isso não acontecesse, este poderia se manifestar se eu fica-se sobre muita tensão. Quando este poder desperta eu perco completamente a razão, meu corpo e minha armadura se adaptam para poder abrigar esta nova força, neste estado eu só penso em uma coisa: matar meu inimigo. Como uma tempestade eu perco completamente o controle e é muito difícil me parar. Por isso Hagen, acredito que devo lhe dar os parabéns por ter parado meu poder adormecido, e também quero me desculpar pelo que fiz não queria que nossa luta acaba-se assim

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Hagen balança a cabeça negativamente

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Hagen: Não Goll eu é devo desculpas a você, fui eu que lhe causei aquela agonia, sabendo do seu passado entendo como deve ter sido desesperador, não poder se mexer. Eu me excedi e por isso sinto muito

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A menina sorri para Hagen

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Goll: Tudo bem Hagen, só nunca mais faça isso comigo…senão meu outro lado não será tão bonzinho

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Hagen também sorri, pela primeira vez em muito tempo, a preocupação deixou seu espírito

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Hagen: Eu não duvido disso, mas agora que meu corpo está recuperado eu tenho que ir

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Hagen começa a se afastar, mas Goll se coloca na frente dele, a expressão da menina voltou a ficar séria

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Goll: Hagen espere um pouco, eu te disse que contaria estas histórias para te preparar para o futuro. Eu ainda tenho que te alertar sobre este futuro

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Hagen fica confuso, não entende o que a menina quis dizer, a fala foi tão confusa que ele duvida se ela mesma entendeu suas próprias palavras, por isso se mantém em silencio para ver se a próxima fala de Goll faz mais sentido

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Goll: Muitas pessoas temem minha mãe Raam, dizem que ela é uma deusa cruel que mata quem não lhe oferece os devidos sacrifícios. Mas isso não verdade…minha mãe tem um grande amor por suas filhas e por este mundo…

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Hagen acha isso difícil de acreditar, já que conhece a fama terrível de Raam,  a qual era conhecida por muitos como a deusa da morte dos oceanos. Goll continua a falar

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Goll: ….porém ela possui esta fama, pois assim como eu tem um lado terrível, quando se enfurece se torna incontrolável, neste estado seu poder é insuperável, e causa terror em muitos outros deuses. Se ela entrar neste estado de fúria, pode…não com certeza vai destruir tudo e a todos.

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Hagen volta ficar preocupado com a fala de Goll, aquilo que a menina estava dizendo era muito serio, uma pergunta obvia, porém fundamental surge na mente do guerreiro

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Hagen: Mas há algum risco disso acontecer?

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Goll abaixa a cabeça escondendo seus lindos olhos azuis por baixo de seus cabelos, sua resposta é tímida, mas aterradora!

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Goll: Sim…existe algo que está fazendo a fúria de minha mãe crescer, até agora Aegir conseguiu controlá-la,mas se a situação continuar assim logo isso será não será mais possível

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Hagen: Mas o que está causando isso?

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Goll: Enquanto eu estava te reidratando, Aegir me explicou a situação: Loki esta dominando uma Wave Nikr!

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Hagen fica surpreso, não entendia como Loki conseguiu entrar nesse mundo, aqui os poderes dos Vanir  eram absolutos, e mesmo Odin teria dificuldade para entrar sem autorização. Será que Loki tinha se tornado mesmo o deus supremo, roubando o lugar de Odin?

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Hagen: Como isso aconteceu?

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Goll: Não importa como isso aconteceu o que importa é que aconteceu. Loki está dominando Driffa de Nevasca Norte, aquela que você viu no meu circulo de água

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Hagen se lembra de ter visto uma Wave Nikr do gelo que era assustadoramente parecida com Hilda

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Hagen: Mas então o que eu posso fazer para impedir esta catastrofe

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Goll: Você não pode fazer nada, mas talvez Siegfried possa

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Hagen: Siegfried! Mas porque?

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Goll: Porque foi ele quem lutou com a Driffa, Aegir acredita que eles possam ter desenvolvido uma espécie de ligação, você tem que convencê-lo a ajudar Driffa antes que seja tarde!

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Hagen percebe o que tem fazer, como um garanhão no inicio de uma corrida, sua determinação ascende, vê seu o objetivo diante de si, nada nem ninguém poderá ficar no seu caminho!

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Hagen: Tudo bem Goll eu entendi, não se preocupe eu vou dar meu máximo para resolver isso

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Goll: Eu sei Hagen, mas, por favor, haja com paciência

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Hagen: Eu sei Goll, você me ensinou isso bem, e por isso ficarei em eterno debito com você

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A menina perde a expressão seria e fica confusa

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Goll: Hã o que?

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Hagen fica meio encabulado

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Hagen: Quis dizer que te devo uma

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Goll: AAAhhh, então porque não disse logo?

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Goll diz isso sorrindo,Hagen também sorri, é estranho como ele se acostumou rápido com aquele sorriso

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Hagen: Nunca vou te esquecer Goll, adeus!

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Hagen corre como um raio de fogo, atravessando a ilha e entrado no mar, no caminho sente Goll falando com ele

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Goll: Tchau Hagen! Eu gostei muito de brincar com você, eu confio na sua força

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Hagen sorri por um segundo, mas logo volta a fiar serio, antes de aumentar sua velocidade para alcançar seu objetivo mais rápido

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Na beira de um precipício, ao lado de uma floresta, num lugar qualquer do Japão. Um homem solitário reflete sobre a vida, pensa no que já fez e no poderia ter feito. Está intrigado com a situação atual do mundo, a chuva negra que parecia interminável, já parou a algum tempo, mas seus efeitos continuam, as pessoas estão matando umas as outras, ele tentou ajudar o máximo que pode mas era inútil, por mais que tenta-se as pessoas não voltavam ao normal, mas não podia desistir, afinal era seu dever salvar a humanidade pela sua posição, mas não sabia como. O sol se punha mais uma vez e ele ainda não tinha conseguido fazer nada para ajudar.

Porém ao observar o por do sol percebe algo: enquanto a escuridão da noite cobre o céu uma pequena fenda negra surge entre as estrelas, uma presença maligna pode ser sentida vinda desta fenda, logo algo assustador acontece, um dragão esquelético e negro sai da fenda. O monstro voa na direção do precipício, sua velocidade é impressionante e sua intenção é obviamente agressiva. Ciente do perigo o homem salta para traz enquanto o dragão atinge o local onde ele estava, causando um grande clarão, quando a luz se dissipa pode-se ver um grande buraco no chão na beira do desfiladeiro, no centro dele está um guerreiro com uma armadura baseada no esqueleto de um dragão, ele empunha uma grande foice e tem o rosto coberto por uma mascara,trata –se de ninguém mais ninguém menos que Grafvolluth o dragão da morte. O homem que se esquivou do ataque se põe em posição de defesa, seu rosto se revela, possui olhos negros e cabelos morenos quase azuis, está vestindo uma calça vermelha e uma camiseta sem mangas azul, o guerreiro olha para ele e fala

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Grafvolluth: Finalmente te encontrei Ikki!

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O cavaleiro de fênix encara seu adversário com apreensão, muitas pessoas já estariam cheias de medo pela aura que o dragão da morte esta emanando, mas não Ikki, aquele que conhecido por muitos como o mais forte dos cavaleiros de bronze, já não conhece mais o que significa medo. Mesmo assim está sentindo algo estranho ao ver aquele guerreiro na sua frente, era como se já o conhece-se

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Ikki: Quem é você? O que quer comigo?

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Grafvolluth assume uma posição de ataque aumentando seu cosmo

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Grafvolluth: Não me reconhece, mesmo depois de tudo que passamos! Não se lembra da nossa luta? Não se lembra como você roubou o meu destino!?

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O guerreiro voa e tenta golpear Ikki com sua foice, o cavaleiro salta para traz mais uma vez e consegue escapar por pouco

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Grafvolluth: Pelo que vejo continua rápido…

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Ikki não fala nada, só fica tentando lembrar-se de onde conhece aquela voz e aquele cosmo. Indiferente a duvida do cavaleiro Grafvolluth prepara-se para atacar novamente

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Grafvolluth: Ainda não está reconhecendo? Muito bem! Vamos ver se isso refresca sua memória! DARK PENTAGRAM (PENTAGRAMA NEGRO)

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Grafvolluth abre os dois braços formando um ângulo de 45º graus com seu corpo, um pentagrama negro surge atrás dele e começa a exercer uma força sobre o corpo de Ikki, como se puxasse este para seu interior

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(Ikki): Isso é uma fenda dimensional! Espera, este golpe! Esta posição! Como não reconheci isso antes!

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Ikki percebe quem está enfrentando, mas não há tempo de reagir o portal em forma de pentagrama o puxa com uma força que tinhanunca sentido, seu corpo começa a flutuar e é puxado para o interior da estrela negra, que logo depois se fecha desaparecendo no ar

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Grafvolluth: Pronto…agora podemos voltar ao nosso objetivo principal?!

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O piado de um pássaro se propaga pelo local, Grafvolluth o reconhece e fica apreensivo. A partir do sol que ainda se põe no horizonte um grande pássaro de fogo surge, voa até o precipício que estava ocorrendo o confronto e para em cima do dragão da morte. A ave flamejante bate suas belas asas algumas vezes antes de desfazer em chamas, no centro destas surge uma armadura em forma de fênix. Uma forma humana flamejante surge próximo à armadura, que se desmonta e veste o ser de fogo. As chamas se dissipam e o cavaleiro de fênix ressurgi

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Grafvolluth: Hum…acho que já devia esperar por isso

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Ikki fala enquanto flutua em direção ao chão

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Ikki: Eu já escapei do Triangulo Dourado, voltei da Outra Dimensão e superei até mesmo a morte, eu não poderia ser derrotado por esta técnica…Eu sou a ave fênix! O pássaro que renasce das cinzas!

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Grafvolluth: Realmente você faz jus a sua fama!

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Ikki encara o guerreiro com uma expressão de raiva de decepção

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Ikki: Porque está fazendo isso? Pensei que tinha se arrependido de seus atos e se reconciliado com Atena

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Grafvolluth: Então se lembrou de quem eu sou? Hum… pois saiba que esta parte fraca de mim já se foi a muito tempo

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Ikki: O que aconteceu com você?

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Grafvolluth se mostra zangado, seu cosmo volta a ser agressivo

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Grafvolluth: Isso não é da sua conta! Eu só vim te encontrar para ter minha vingança!

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Ikki sorri

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Ikki: Hum… pois eu acho que é sim da minha conta. Se não quer falar vou forçá-lo a me mostrar! HOUOU GEMMA-KEN (GOLPE FANTASMA DE FENIX)!

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Ikki avança contra Grafvoullth, projeta seu punho e a partir deste um fio de energia surge atravessa o cérebro do guerreiro, que coloca a mão sobre a face como se senti-se muita dor, Ikki surge de costas para dragão da morte com seu punho ainda estendido, depois sai da posição de ataque e fecha os olhos

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Ikki: Agora você vai me mostrar o que aconteceu

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Grafvolluth: Hum hum….. Hihihihihihihihahahahahaha!

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Ikki se vira, se mostrando surpreso

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Ikki: O que?

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Grafvolluth tira a mão da face e vira-se para o cavaleiro

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Grafvolluth: Não é você que vive dizendo que o mesmo golpe não funcionará contra um cavaleiro duas vezes?

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O dragão da morte empunha sua foice, seu cosmo aumenta, mas não parece ser um cosmo comum. Diferente dos outros que ao se espandir parecem o nascimento de um universo, liberando uma quantidade imensa de energia que parecia estar condensada dentro do corpo do individuo, como um pequeno big bang, mas este cosmo não libera energia, ele suga se alimenta das energias dos outros seres para aumentar, é um cosmo diferente de tudo que Ikki já sentiu, o que o deixa apreensivo, mas não com medo. Grafvolluth avança contra o cavaleiro e golpeia o cavaleiro com a foice, sangue voa e banha o chão, porém não é possível ver se o ataque foi bem sucedido ou não

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Grafvolluth: Seus golpes continuam os mesmos, mas os meus não! Minhas habilidades se alteraram e cresceram, chegando a um nível além da sua imaginação!

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A imagem muda e mostra somente a face de Ikki, seus olhos estão cobertos pelo elmo, seu rosto parece sem vida, mas do nada sua boca da um pequeno sorriso, seus olhos se revelam, parecem que estão em chamas!

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Ikki: Será mesmo?

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Grafvolluth: O que?

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Ikki: Se seu poder é tão grande, porque você falhou?

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Agora é possível ver o corpo inteiro de Ikki, suas mãos estão cheias de sangue, seu corpo não é está ferido e sua perna esquerda está recuada. Num instante tudo fica claro, o cavaleiro conseguiu se esquivar do golpe do dragão da morte, ele desviou a foice com suas mãos e rodou o corpo para escapar do golpe, seus punhos se feriram, mas seu corpo não

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Grafvolluth: Impossível!

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Ikki: Agora é a minha vez!

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Ikki faz seu cosmo explodir, seu corpo se envolve de chamas que crescem e investem contra o dragão da morte, jogando-o para longe e fazendo-o voar por alguns metros antes que este abra as asas e se estabilize no ar, pousando no chão em segurança, fumaça sai de seu corpo, porém não está ferido, seu cosmo transmite muita raiva. Ikki, ainda em chamas, se aproxima lentamente do guerreiro

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Ikki: Gostaria muito de saber seu motivo de trair seus companheiros e a Atena, mas parece que isso não será possível, mesmo assim não posso deixar você viver! Não depois do que você fez!

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Ikki prepare-se para atacar, porém do nada, suas chamas desaparecem  como se fossem engolidas por um vácuo, a partir de Grafvolluth um universo começa a se expandir, logo todo o ambiente muda, se tornado um espaço fora de qualquer planeta, no meio do que parece ser um cinturão de asteróides, ao longe varias estrelas e alguns planetas podem ser vistos. No meio deste espaço está o dragão da morte que foi encoberto por o que parece ser uma nebulosa negra que libera pulsos de energia aleatórios, ele fala e suas palavras fazem todo o universo recém criado tremer

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Grafvolluth: Eu não vim aqui para ser julgado! Vim aqui para lutar contra você Ikki, para conseguir me vingar de você, por ter impedido meus planos! Agora você morrerá junto com toda esta galáxia! Testemunhe o verdadeiro poder! DARK GALAXY(GALAXIA NEGRA)

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A partir da nebulosa do centro da galáxia, surge uma explosão que começa a se propagar fazendo todo espaço em volta entrar em colapso, os asteróides explodem em mil pedaços, os planetas entram em colapso e desparecem, as estrelas ao fundo também explodem. Toda esta energia, vai de encontro ao cavaleiro de fênix, que não como escapar, pois a explosão é enorme, nada parece poder conte-la, então ele é jogado para trás desparecendo em meio a destruição colossal!

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Grafvolluth: Agora entende qual é o nível de meu poder?

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Ao fundo é possível ouvir a voz de Ikki, no começo é baixa, mas logo se propaga por todo o espaço que o dragão da morte criou

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Ikki: É falso!

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Grafvolluth: O que?

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Ikki: Seu poder é falso! Ele vem da morte e só causa destruição, é um poder vazio e sem vida!

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No meio da destruição que ainda se propaga um grande ovo de chamas surge, este parece conter a onda de destruição a sua volta

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Ikki: O verdadeiro poder não destrói, ele cria! Não causa morte, ele cria a vida! Não se baseia no fim da vida, mas sim no seu inicio e no seu renascimento!

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O ovo de chamas começa a rachar, uma luz muito intensa começa a sair das rachaduras, se propagando por todo espaço, de dentro, piados podem ser ouvidos, piados de uma ave que parece desesperada para se libertar de sua casca de chamas

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Ikki: O verdadeiro poder é infinito e imortal! Ele nunca para de crescer, se expandir e se renovar, e mesmo se for destruído sempre ressurgirá de suas cinzas!

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O ovo finalmente se quebra por completo, uma ave gigante feita de pura energia do fogo se liberta de dentro dele, as extremidades das asas estão em chamas, assim como sua grande crista e seus grandes rabos, feitos de penas em chamas. Seu peito vistoso laranja, não está em chamas, mas emite uma luz quente que se propaga mesmo pelo espaço frio, seus olhos são vermelhos e luminosos, seu bico também é vermelho, seu piado é agudo e estridente, a cada batida de asas, pequenas labaredas se soltam e  ilogicamente flutuam pelo vácuo

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Grafvolluth: Uma fênix , uma fênix recém nascida!

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A ave gigante levanta vôo ao fundo ouve-se a voz de Ikki

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Ikki: HOUYOKU TENSHO (AVE FENIX)

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As palavras de Ikki impulsionam a ave, que voa pelo espaço de Grafvolluth, a medida que passa o universo sai do colapso e volta a estabilizar, os planetas se reconstroem, as estrelas renascem de seus destroços, os pedaços dos asteróides se juntam novamente, a ave é muito grande é impossível escapar.

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Grafvolluth: Está é a Ave Fenix? Porque está tão diferente?Está muito mais poderosa! Não consigo ver um jeito de escapar!

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Grafvolluth recebe o golpe em cheio e desaparece em meio às chamas da fênix, junto com ele todo o universo recém criado desparece também.

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Ikki ressurge na beira do precipício onde estava vendo o por do sol, agora já é noite e só a luz da lua ilumina fracamente o ambiente, o cavaleiro da um suspiro de decepção

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Ikki: Ham…O tempo que passei treinando desde a ultima guerra santa valeu a pena. Mas…o que aconteceu com você…ah! o que é isso?

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Ikki sente uma imensa dor no peito, é tão forte que o cavaleiro cai de joelhos, ele não consegue respirar, seu pulmão parece estar em chamas, uma fumaça negra começa a sair de sua boca, seus olhos emitem uma luz vermelha e quente, como se seu corpo estivesse queimando por dentro. Uma chama laranja sai da boca de Ikki e voa até pousar numa mão feita do que parece ser uma fumaça espectral. Um espírito nebuloso surge a partir da mão, e parece se alimentar da chama que saiu do corpo de Ikki, sua forma fica cada vez mais solida enquanto a chama é consumida , até que o guerreiro de Grafvolluth se materializa a partir do espírito, quando isso ocorre a chama que saiu do corpo do cavaleiro é completamente consumida

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Ikki: O que…acon….teceu…. comi….go?

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Ikki está vazio, sem energia, um buraco parece ter se formado no interior de sua alma, um espaço vazio que parece querer sugar o pouco que restou do cosmo de Ikki, sente muita dor e muito cansaço

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Grafvolluth: Seu cosmo é muito forte mesmo Ikki, é quente e revigorante, nunca me senti tão cheio de energia, é uma energia infinita e imortal como você mesmo disse

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Ikki: Você veio até aqui…só para roubar…. o meu cosmo!

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Grafvolluth: Exatamente, seu cosmo imortal será uma bela aquisição ao meu poder

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Ikki tenta se levantar, mas suas pernas estão bambas, não conseguem sustentar seu peso, e ele vai ao chão novamente. Grafvolluth aproxima-se do cavaleiro caído.

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Grafvolluth: Não se preocupe como você já deve saber o cosmo é infinito, eu não posso roubar todo seu cosmo, ele vai se regenerar com o tempo. Hum …e como você é a ave imortal sua recuperação não demorará muito

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Ikki se mostra confuso

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Ikki: Não…entendo…você…  não veio aqui….. para me matar?

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Grafvolluth da um suspiro existe um pouco de indecisão na sua voz como se tivesse acabado de mudar de idéia e uma parte dele ainda não aceita-se isso

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Grafvolluth: Sim este era meu objetivo inicial,mas agora vejo que será muito melhor ver você morrer juntos com os outros seres que impediram meu triunfo, junto com seus amigos…junto com seu irmão….junto com Athena! Ikki quero que vá para Asgard!

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Ikki: Asgard!

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Grafvolluth: Sim é o local que tudo isso começou e onde tudo deve acabar…mas você já sabia disso não é?

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Ikki: Sim..

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Ikki já sabia que Asgard era centro desta crise, podia sentir o acumulo de cosmos poderosos na região, inclusive os de Shun, Hyoga, Shiryu, além do grande cosmo de Athena, e o mais intrigante, sentia uma cosmo que não sentia a muito tempo, o de Seiya

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Grafvolluth: Então porque  ainda está aqui? Está com medo?

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Ikki usa toda força que ainda lhe resta para gritar, não podia permitir que alguém insinua-se algo assim sobre ele

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Ikki:NUNCA! Eu confio no meu irmão e nos outros…sei que eles conseguem resolver isso sozinhos,…. só irei interferir se precisarem de mim!

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Grafvolluth: Hum …será mesmo que pensa assim, ou só se forçando a aceitar esta idéia? Não importa! O fato Ikki, é que eles precisam de você! Senão estão fadados a morrer sozinhos!

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Ikki estranha as palavras de Grafvolluth era quase como ele quisesse mandar ajuda aos cavaleiros, pedindo que ele fosse para Asgard. Algo estranho para um traidor de Athena fazer

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Ikki: O que você quer realmente!

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Grafvolluth: O que eu sempre quis Ikki! Desde o inicio! Mais uma coisa, eu quero que você se lembre de mim, e de minha nova identidade: Grafvolluth o Dragão da morte

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O guerreiro fala isso com uma voz seria quase triste

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Ikki: O dragão da morte!

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Ikki sorri

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Ikki: Eu não vou esquecer

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Grafvolluth: Isso mesmo!…vou te esperar no local onde será seu tumulo! Em Asgard

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Dizendo isso o guerreiro voa para longe, abre uma fenda dimensional, no horizonte e some

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Ikki acompanha o guerreiro, até que suma, não consegue deixar de pensar o que leva um homem a fazer aquilo que Grafvolluth está fazendo, porque ele cometeria o mesmo erro duas vezes! Simplesmente não fazia sentido!

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(Ikki): Isso não importa agora! Tenho que me concentrar em me recuperar, tenho…que ajudar os outros!

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Este é ultimo pensamento de Ikki antes de cair num sono profundo, seu corpo precisa de descanso, porém logo terá que acordar!…Logo a ave fênix terá que lutar novamente pela justiça!

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Fim do Capitulo 31

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