Capitulo 33

Capitulo 33: O Coração da Luz e o Monstro da Escuridão

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Mime: O que é você?

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Randgrior: Eu sou o monstro sobre o qual as mães alertam suas crianças, sou quem os tolos perseguem e os sábios temem. Sou aquela que magia usa e respeita e que a ciência desrespeita e não acredita. Poucos me vêem, mas todos no fundo sabem que eu existo. Eu sou a personificação do maligno, da morte e da sombra. Eu sou a escuridão!

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A escuridão, estas palavras ecoam na cabeça de Mime como fantasmas, fantasmas do passado, de um tempo sofrido onde ele não tinha força ou coragem, de um tempo onde só tinha sua música. Sim sua música, sua harpa, talvez ela ainda pude-se confortá-lo, enquanto a tivesse como refugio ainda havia esperança. Pensando nisso Mime fica ereto suas mãos passeiam sobre sua harpa, pronto para atacar

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Randgrior: Ainda está se apoiando nela…Hum você mais do que todos devia saber que não adianta fugir de mim…A escuridão sempre vai te encontrar!

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Dizendo isso a guerreira levanta seu braço, seu sangue negro e grosso voa pelo céu com o movimento. Voa e começa a se ordenar, a tomar forma, se organiza em algo estranho, algo aterrador. Logo liquido toma a forma de garras, patas, dentes….uma cabeça, um corpo, um rabo, um monstro! Uma fera de sangue negro se forma atrás de Randgrior, tem uma boca enorme e cheia de dentes, não possui pescoço, só um grande peitoral que se afina na direção do abdômen, possui quatro patas enormes, com garras grossas e negras nas extremidades, e um rabo longo e móvel como uma serpente

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Mime não consegue evitar a dar um passo para traz ao ver tal criatura. Randgrior fala, suas palavras expressam certa satisfação sádica

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Randgrior: Você disse que está luta acabaria quando termina-se sua música…Talvez estivesse certo, porque quando a música acabou e o meu sangue jorrou, você selou seu destino!

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Randgrior estende sua mão, a fera de sangue parece entender o comando e avança contra Mime. O guerreiro lança suas cordas de luz contra a criatura, porém o monstro muda de forma se tornando um jato de sangue negro e passando entre as cordas. Depois a fera volta a se formar e salta sobre Mime para engoli-lo

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Randgrior: Sua música e sua luz, não podem mais proteger você…

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Mime não consegue se mexer diante do monstro de sangue, seu corpo está paralisado de medo. A fera o engole e logo depois se choca contra o chão, no impacto perde completamente a forma, tornando-se uma possa de sangue negro, o guerreiro surge em meio a esta. Seu corpo está coberto de sangue negro, seu rosto está paralisado numa expressão de terror, um grito contido pode ser visto em sua face, seus olhos estão vazios e arregalados. Ele não está morto, mas seu corpo e seu coração estão tomados por medo e escuridão. Sua harpa….seu único refugio…. foi destruída.Não há mais força, coragem, esperança ou luz só existe a escuridão

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Randgrior se aproxima de Mime, seus dedos esqueléticos tocam a face do guerreiro

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Randgrior: Agora Mime você está condenado a viver na escuridão…Se você vai conseguir se livrar dela um dia eu não sei…Mas espero que está experiência te ensine algo…

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A guerreira tira sua máscara, porém não possível ver seu rosto, este está oculto por seus cabelos e por sua aura sombria. Ela aproxima sua face da orelha de Mime e sussurra em seu ouvido

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Randgrior: …. Não há como fugir de seu medo….A sombra sempre irá te seguir, ela sempre vai conseguir destruir qualquer refugio ou conforto que você tenha…mas você é um guerreiro deus, devia saber que fugir…não é a reposta.

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Enquanto a guerreira fala tudo vai se tornado cada vez mais escuro…até que a silueta dos dois desaparece entre as sombras.

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Siegfried ainda está parado no corredor, Frey o deus da fertilidade está na sua frente, é impossível não admirar a grandiosidade que este transmite. Sua Disna é dourada, com detalhes verdes e marrons, adornos parecidos com galhos e folhas a decoram, está parcialmente encoberta por uma capa, porém isso não diminui sua beleza, o elmo é também dourado e possui muitas pontas como se fosse feito de inúmeros raios de luz. Na sua mão direita Frey impunha uma bela espada longa, seu cabo é adornado de jóias e possui duas presas de javali próximo a junção entre lamina e cabo. Os olhos do deus transmitem paz e tranqüilidade. Gunnr ainda estava parcialmente em choque pelo que tinha acabado de acontecer, porém mesmo assim ela se ajoelha perante seu senhor, palavras de desculpas saem de sua boca

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Gunnr: Meu senhor…. por favor, eu sinto muito..

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Frey interrompe a guerreira, com sua voz serena, mas ainda assim autoritária

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Frey: Não precisa se desculpar Gunnr… Você lutou bravamente para defender este castelo e não há vergonha nisso

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Gunnr sabia disso, porém este não era o motivo de seu arrependimento

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Gunnr: Mas eu ia levá-lo até…

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Frey a interrompe novamente, era obvio que ele não queria conversar com a guerreira

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Frey: Você só ia fazer isso para manter sua palavra, não deve sentir arrependimento por isso, mas eu não podia deixá-la fazer o que pretendia então tive que…interrompê-la. Agora só peço que se afaste, eu cuidarei de Siegfried

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Gunnr estava muito transtornada para sequer pensar questionar uma ordem naquele momento

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Gunnr: Sim, meu senhor

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Gunnr se afasta encostando-se na parede, mas não sai do corredor. Queria ver aquilo e como Frey não parecia se opôr, apenas se mantêm a uma distancia segura. Enquanto isso o deus se dirige ao guerreiro

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Frey: Porque está aqui Siegfried?

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Siegfried já estava cansado de responder está pergunta, principalmente quando aquele não era o deus que ele queria falar, mas mesmo assim, responder poderia evitar um confronto desnecessário. Porém outra coisa estava atormentando sua mente aquele momento

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Siegfried: Você cortou a cabeça de Gunnr, porque fez isso?

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Frey responde seriamente

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Frey: Eu sabia que ela não ia morrer por causa disso, não vejo qual é o problema

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Siegfried: Mesmo assim…as Wave Nikr também sentem dor não é?Porque fez isso a sua servidora tão fiel?

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Frey percebe que a conversa está se desviando e isso lhe irrita um pouco, porém ele não deixa transparecer

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Frey: Acredito que a maneira que como eu trato minhas seguidoras não diz respeito a você. Agora será poderia responder minha primeira pergunta?

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Siegfried não está conformado com está resposta, ainda achava a conduta do deus muito fria e desnecessária, é possível perceber que Gunnr ainda sente uma dor residual pelo o que acabou de acontecer, aquilo tudo lhe incomodava muito. Porém logo percebe que existem coisas mais importantes naquele momento

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Siegfried: Eu só vou dizer o motivo pelo qual estou aqui a Njord, já que este assunto é entre mim e ele

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Frey: Meu pai está muito ocupado,  me mandou aqui exatamente para impedir que você chega-se até ele, mas pode dizer o que quer a mim.

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Siegfried já estava cansando de ser obrigado a falar com intermediários, sabia que o motivo de estar ali só poderia ser discutido com Njord e não podia perder mais tempo!

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Siegfried: Já disse que só vou falar com Njord, por isso leve-me até ele ou saia do meu caminho

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Frey se altera um pouco pela insolência do guerreiro.

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Frey: É melhor ter mais respeito comigo guerreiro de Odin. Além disso, acredito que sei o motivo por estar aqui…

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Siegfried fica intrigado com as palavras de Frey, porém prefere manter-se em silencio.

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Frey: É a Hilda não é? Você quer pedir que Njord te tire deste mundo, para que possa tentar salva-la de Loki. Estou certo?

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Siegfried se impressiona com a capacidade de dedução de Frey, o deus estava completamente certo, mas isso não sua muda opinião, tinha que discutir aquilo apenas com Njord, era um assunto muito importante, e sabia que o chefe dos Vanir só poderia entender suas razões numa conversa direta

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Siegfried: Está certo…mas usando sua palavras , este assunto não diz respeito a você!

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Frey começa a irritar cada vez mais com a insolência do guerreiro

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Frey: Não me diz respeito! Pensei que tinha aprendido que as vezes numa guerra temos que fazer sacrifícios, em prol do bem maior…

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Siegfried o interrompe questionar seu senso de dever desta forma já havia se tornado um insulto para ele.

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Siegfried: Não! Um guerreiro deus não pode aceitar este tipo de sacrifício! Temos que ser fortes o suficiente para salvar a todos! Sem exceção! Eu…eu…

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Siegfried se enfurece, não podia permitir que este sacrifício acontecesse, não podia perder Hilda, não denovo!

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Siegfried: Eu vou mais deixar ninguém morrer sem eu fazer nada para impedir! Eu não posso deixá-la….

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Só de pensar na morte de Hilda deixava Siegfried muito perturbado, eu não podia… não ia falhar com ela

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Siegfried: Eu não deixá-la morrer! Nem você e nem ninguém me convencerá do contrario! Então saia do meu caminho…ou…

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Frey tinha ouvido todo o discurso de Siegfried e o achou realmente comovente, mas era obvio que o guerreiro vivendo num mundo ilusório….estava se enganando, e era seu dever mostra-lhe a realidade

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Frey: Ou o que? Vai me tirar a força? Não me subestime guerreiro!

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Siegfried abaixa a cabeça e fecha seus olhos, tomando uma posição de combate logo em seguida, seu cosmo ascende, uma aura branca começa a envolvê-lo, a imagem de um dragão de duas cabeças surge atrás do guerreiro

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Siegfried: Eu ….digo o mesmo! Prepare-se!

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Mesmo com a razão do seu lado Frey hesita, Siegfried era um aliado valioso e um ótimo guerreiro, lutar com ele seria no mínimo arriscado

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Frey: Eu não quero lutar com você Siegfried!

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Siegfried: Então saia da minha frente!

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Frey: Ham…Também não posso fazer isso

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Frey também toma a posição de combate, movendo sua espada para trás e para cima, como se fosse lançá-la. O cosmo do deus se revela, sua aura dourada toma todo o corredor, Gunnr se assusta com o tamanho do poder de seu senhor, mas Siegfried parece não se importar…Nada nem mesmo um deus poderia impedi-lo, o tempo para conversas e argumentações havia se esgotado, agora era hora de negociações mais agressivas. Pesando nisso puxa seu braços para trás e aumenta seu cosmo

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Siegfried: DRAGON BREATH BLIZARD (VENDAVAL DO DRAGÃO)

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Siegfried projeta seus braços em direção a Frey, dois grandes vendavais em forma de dragões surgem a partir de seus punhos. O ataque devastador faz todo o castelo tremer, surgem rachaduras nas paredes, Gunnr tenta se proteger como pode… No meio de toda a destruição somente Frey mantêm a calma

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(Frey): Ele não vai conseguir nada só com este nível de poder!

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Frey faz um corte vertical com sua espada, a energia de sua arma divina se manifesta numa grande lamina de energia luminosa, que literalmente corta o vendaval de Siegfried ao meio, protegendo o deus do grande ataque

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Frey: Agora Dáinsleif, mostre a ele a realidade!

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Frey lança sua espada lendária, a Dáinsleif, na direção de Siegfried, esta gira rapidamente enquanto voa dispersando o vendaval de Siegfried, se aproximando cada vez do guerreiro.

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(Siegfried): A espada dele faz jus à lenda, mas meu ataque afetou sua velocidade

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Siegfried consegue se esquivar da arma divina, jogando corpo para o lado enquanto a espada passa a centímetros de seu rosto, logo depois volta a assumir a posição de combate, a arma tinha conseguido anular completamente seu ataque, mas ainda de pé…a luta tinha apenas começado

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Siegfried: Este é…

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Siegfried não consegue completar a frase, uma dor gigantesca invade seu corpo, sente algo perfurar sua armadura e suas costas, aparentemente ignorando sua proteção lendária, o objeto cortante atinge seu pulmão e para à poucos centímetros do coração. Sangue escorre por sua boca, respirar se torna um tormento em poucos segundos, seus joelhos despencam enquanto ainda tenta entender o que aconteceu, sua mão direita vai até a origem da dor, procurando a causa, aos poucos seus dedos sentem o que parece um cabo de uma espada, logo tudo fica claro na mente de Siegfried.

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Siegfried: Como você…?

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Frey simplesmente cruza os braços

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Frey: Achou mesmo que a Dáinsleif era apenas uma espada divina simples? Ela é poderosa sem duvida, mas seu maior trunfo é a magia que reside nela…Eu posso controlá-la com meus pensamentos, fazendo com que ela desfira golpe mesmo sem eu estar segurando

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Siegfried: Então você  tinha previsto que…

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Frey: Sim Siegfried, eu sabia que um guerreiro como você conseguiria evitar um ataque direto, além disso, você protegeu seu ponto fraco na frente de seu peito com sua safira, mas não fez isso nas costas, por isso comandei minha espada para ela atingir você neste ponto. Agora nossa luta acabou Siegfried…eu só não perfurei seu coração porque não quero te matar, por isso saia daqui enquanto eu ainda penso assim

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Siegfried não podia fazer isso, estava disposto a fazer qualquer coisa para salvar Hilda…até mesmo morrer, por isso não podia cair aqui, se não consegui-se vencer Frey como poderia tirar Hilda das garras de Loki? Não podia parar agora!

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Siegfried: Não…já disse que….não deixar mais ninguém…. morrer! Eu vou…

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Siegfried aproxima sua mão direita do cabo da espada de Frey.

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Siegfried: Eu vou…

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Ele segura o cabo da arma com toda sua força e de uma só tira a espada de suas costas, sangue jorra em jato pelo ferimento,

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Siegfried: AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!

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Siegfried grita dor, o que só aumenta seu tormento, pois quando o pulmão ferido é forçado a expelir o ar durante o rugido de guerreiro, mais partes do órgão são avariadas pelo esforço, causando muita dor. Mesmo assim Siegfried se levanta, sua mão direita enfraquecida treme, mas ainda segura firmemente o cabo da espada que causou tudo isso

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Siegfried: Cof…!  Eu vou salva-la! Custe o que custar

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Gunnr está em choque por causa do que acabou de ver…como alguém podia ter tanta força de vontade? De onde vinha toda esta força? Do senso de dever? Não! Deveria ser algo muito maior que isso, algo que desde tempos mitológicos tinha incentivado grandes feitos e grandes guerras, um sentimento forte e insano que podia causar e felicidade e dor ao mesmo tempo…o amor!

Frey não pode evitar de ficar impressionado com a cena, era possível sentir a força que motivava Siegfried, seu cosmo se mostrava ligado a outro, o que só o tornava mais forte! Será que este era o tipo de poder que permitia aos humanos realizar milagres? Mas o deus não podia deixar levar por isso…Tinha um dever a cumprir…proteger a casa de seu pai de qualquer invasor e manter Siegfried aqui a qualquer custo

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Frey: Custe o que custar?! Vamos ver se está falando a verdade

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Frey estende sua mão direita e faz um sinal com um dedo como se chama-se sua espada. A arma responde imediatamente se tornado um raio de luz e saindo da mão de Siegfried, indo devolta para seu mestre

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Siegfried: O que?

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Frey segura sua fiel arma e prepara-se para atacar novamente

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Frey: Dáinsleif irá testar sua força de vontade!

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O deus lança novamente sua arma na direção de Siegfried, este não tem mais força para tentar se esquivar e, além disso, sabe que seria inútil, por isso usa sua única opção, cruza suas garras na frente se seu corpo para tentar se defender. Porém é inútil, ao tocar na sua defesa a espada inexplicavelmente se torna um raio de luz, passando pelas garras do guerreiro como estas não estivessem lá! Menos de um segundo depois a espada volta à forma sólida e perfura o lado esquerdo do peito de Siegfried, passando rente a sua safira protetora, um golpe tão impossível quanto fatal, mas ainda não era o suficiente para fazer o guerreiro desistir, então ele segura o cabo da espada mostrando que ainda quer lutar

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Ao ver a reação de Siegfried, Frey não se surpreende

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Frey: Sabia que não seria o suficiente!

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Frey movimenta suas mãos como se estivesse puxando algo, a espada responde soltando-se da mão de Siegfried saindo do peito deste, causando liberação de mais sangue, a arma ensangüentada fica flutuando na frente do guerreiro surpreso e confuso

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Siegfried: Como ela…?

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Frey: Hum…você não sabia Siegfried…A minha espada é feita do mesmo metal mágico que compõem as armaduras das Wave Nikr, o Elensteel,  este material elemental permite que eu transforme minha espada em luz, o meu elemento, assim ela pode passar por qualquer defesa…não há como você vencer.

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Siegfried fica aterrorizado pelas palavras de Frey, como poderia vencer algo que não pode tocar ou se esquivar? Mas justo quando sua esperança estava começando a diminuir, o guerreiro observa algo na lamina da espada que pode ser sua salvação

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(Siegfried): A lâmina da espada ainda esta com o meu….é isso! Agora me lembro a mesma aconteceu quando lutei com Driffa!

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Siegfried não consegue mais falar seu pulmão está muito ferido, a única coisa que lhe mantêm de pé são seu sentimento por Hilda e o desejo de salva-la a todo custo! Pensando nisso o guerreiro da um passo a frente e assume uma posição de luta, como se espera-se pelo ataque

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Frey: Já imaginava que mesmo sua derrota inevitável não desmotivaria você! Muito bem, nas me deixa escolha

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Frey movimenta suas mãos e sua espada o obedece, acertando mais um golpe preciso em Siegfried, o guerreiro se mantêm de pé, mas só consegue fazer isso…não tem mais forças nem para gritar. Os ataques continuam, a espada golpeia Siegfried varias vezes, em todas é mortalmente precisa, acertando sempre o ponto fraco deste de vários ângulos. O guerreiro cambaleia só um pensamento passa por sua mente

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(Siegfried): Mais um pouco…só mais um pouco!

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Com mais um golpe da espada, Siegfried cai de joelhos no chão, uma poça enorme de seu próprio sangue o rodeia, a arma cheia de sangue flutua na sua frente

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Frey: Parece que ainda não foi o suficiente

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Gunnr não aguentava mais presenciar aquela cena…Siegfried não merecia isso, não estava certo! Não era justo!

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Gunnr: Pare senhor Frey! Ele já sofreu demais…e vai morrer se não for curado!

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Frey abaixa a cabeça, no fundo lamentava ter que fazer isso

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Frey: Não Gunnr…olhe para ele!

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Gunnr olha para Siegfried, que mesmo com tantos ferimentos e tanto sangue perdido ainda tenta se levantar, ou pelo se manter consciente, seus olhos ainda transmitiam a mesma força de vontade do inicio da luta.

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Frey: Ele não vai parar enquanto estiver consciente, tenho que deixá-lo em estado dormente para impedi-lo e por causa de sua defesa lendária a única forma de fazer isso é esta!

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Frey levanta seu braço direito para deferir seu golpe final

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Frey: Dáinsleif quebre a determinação dele, deixe que este guerreiro descanse!

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Gunnr: Não!

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Frey ignora a guerreira e abaixa seu braço, a espada voa para dar o ultimo golpe em Siegfried. Tudo que se pode ver é a espada, o tempo parece diminuir sua velocidade enquanto ela corta o ar, aos poucos se aproxima cada vez mais de seu alvo e parece que nada pode impedi-la….Porém a pouco centímetros do peito de Siegfried a ponta da espada para.

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Depois de um grande momento de tensão, aos poucos o resto da espada vai se mostrando, inexplicavelmente o sangue de Siegfried que cobre toda a lâmina, começa a pulsar como se estivesse vivo! O fluido começa a bilhar e a emitir fumaça como se sua temperatura estivesse aumentando aos poucos… até que começa a ferver! A visão se abre e é possível ver o que parou o avanço de Dáinsleif, nela estão grudados inúmeros fios de sangue fervente vindos da poça no chão, formando uma verdadeira “teia” carmesim que impede o avanço da arma

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Frey não consegue entender como ou o que aconteceu, tenta transformar sua espada em luz, para libertá-la da teia de sangue, mas ela o não obedece, como estivesse selada! Gunnr está igualmente em choque. Uma aura dourada começa a envolver Siegfried, seu cosmo transmite suas palavras, já que sua boca não pode

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(Siegfried): Todos sempre pensam que a força da minha família está na nossa defensa lendária, acreditam que se quebrarem está defensa estaremos derrotados, que se sangramos perderemos toda nossa força. Mas estão enganados! Nossa verdadeira força está em nosso sangue! O poder sangue draconiano que passa de geração para geração, se fortalecendo a cada uma delas! Meu sangue contém o poder do dragão Fafnir e de todos os meus ancestrais. Este poder acumulado pode até mesmo superar os deuses!

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Frey e Gunnr ficam sem palavras diante do que Siegfried disse

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(Siegfried): Eu percebi que meu sangue permaneceu em sua espada mesmo depois que ela se tornou luz. Me lembrei  que  a mesma coisa havia acontecido quando lutei com Driffa,   meu sangue permaneceu aderido na armadura de seu braço dela mesmo depois que ela o curou. Então entendi… meu sangue ancestral, sempre serviria para me proteger mesmo depois que ele sai-se no corpo!

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Frey percebe algo aterrador

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Frey: Então você levou todos aqueles golpes de propósito!

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(Siegfried): Eu sabia que precisaria de muito sangue para superar um poder de uma espada lendária, por isso permaneci parado até que sua espada estivesse coberta dele e que eu estivesse rodeado pelo mesmo!

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O sangue fervente se Siegfried começa de se mexer. Vários pequenos dragões feitos de sangue começam a emergir a poça de liquido vermelho. O sangue também vai até Siegfried estabilizando seu corpo e permitindo que se levante

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(Siegfried): Agora Frey…lhe mostrarei todo o poder do meu legado!

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Siegfried estende sua mão direita e todos os dragões de sangue começam a emitir o mesmo brilho dourado que se está envolvendo seu corpo, por traz dele surge a imagem de inúmeros guerreiros deuses, imagens de seus ancestrais.

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Frey da um passo para traz, mesmo para ele aquilo era muito ameaçador, que força era que movia o guerreiro? Que sentimento era aquele que o fazia  cometer tanta loucura? O deus percebe que estava diante de algo raríssimo, um milagre

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Todas as imagens falam junto com Siegfried, só o som da suas vozes combinadas já causa um tremor no local

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Siegfrieds: DRACONIAN SPIRITS (ESPIRITOS DRACONIANOS)!

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Os dragões de sangue se tornam completamente dourados, todos voam juntos em direção a Frey, o bando é tão grande que é impossível escapar, cada um deles que atinge o deus se dissolve, queimando sua Disna e as partes de seu corpo que a armadura não protege, aquilo causa uma sensação que Frey não sentia a muito tempo, lhe causa dor! Muita dor!

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Frey: AAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!

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Todos os pequenos dragões que se chocam com o deus emitem um grande brilho dourado no impacto, combinados estes causam um grande clarão dourado que todo o local

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A luz dourada continua risos de crianças podem ser ouvidos, ao fundo começa-se a ouvir pássaros e o vento, aos poucos a luz vai diminuindo a paisagem vai ficando nítida, pode-se ver uma pequena vila, casas de pedra com telhados de palha, crianças brincam em gramados verdes, existem árvores cheias de frutos e campos cheios de flores, tudo parece mais colorido, mais belo, em paz…como o paraíso deveria ser. Em meio a esta bela paisagem está Thor, o guerreiro está sem armadura e com um olhar muito confuso, não consegue se lembrar como chegou lá, porém a vila e as pessoas lhe parecem familiares…logo  percebe aquela era a vila onde tinha crescido, porém o tempo havia mudado, tudo tinha ficado perfeito, sem a neve, o sofrimento ou a fome que assolava o habitantes da vila na sua infância . O guerreiro sente a paz penetrando em seu corpo, se sente feliz e sorri, uma voz vinda do céu luminoso pode ser ouvida

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Voz: Vê Thor meu objetivo é fazer que o mundo fique assim…se juntar-se a mim poderá me ajudar a tornar este paraíso uma realidade, não só em Asgard, mas em todo lugar…fique comigo Thor. Esqueça Odin, ele só que as guerras continuem…. esqueça seus amigos, eles estão iludidos…fique comigo e poderá viver neste mundo

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Thor não consegue raciocinar…sente uma grande paz,  tudo parece tão belo que é impossível recusar a oferta da voz.

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Thor: Sim eu…

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?????: Não!

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Outra voz estranha se manifesta como um relâmpago, e é tão alta como um trovão! O céu antes luminoso se torna cheio de nuvens negras, carregadas de poderosos relâmpagos, logo uma chuva de raios começa a castigar o paraíso  onde Thor está, porém estranhamente a terra não parece sofrer danos, com os raios em vez disso a chuva elétrica só vai tornado o local mais negro , logo o paraíso desaparece e tudo que sobra, é um local negro com um céu nebuloso. Thor fica confuso com que aconteceu, mas sua mente parece ter voltado ao normal, logo  começa a se lembrar do tinha acontecido, a luta com Raogrior e como ela o fez adormecer, logo percebe que  o mais provável é que ainda estive adormecido e que tudo aquilo não passará de uma ilusão, que agora tinha acabado, porém ele ainda permanecia no plano astral de sua mente. A voz que antes parecia onipresente volta a manifestar, desta vez Thor a reconhece, trata-se da voz de Raogrior

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Voz de Raogrior: Você de novo! Como se atreve a interferir na minha ilusão, mostre-se logo!

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Como que atendendo ao pedido da guerreira, as nuvens lançam mais um relâmpago, quando este atinge o chão uma figura elétrica e luminosa surge a partir dele, logo depois a figura começa a tomar uma forma sólida, se tornando um homem loiro, que veste uma armadura  preta e prateada com relâmpagos amarelos por toda sua extensão, possui também uma grande capa vermelha e um capacete com asas brancas

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Raogrior também surge no local, parece estar muito assustada com o homem que surgiu

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Raogrior: Impossível! Como você pode estar aqui!

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O homem responde, sua voz é tão intimidadora quando um trovão

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Homem: Eu sempre estarei protegendo este guerreiro, ele que recebeu parte do meu grande poder através de sua armadura! O protegerei de pessoas como você, que tentam enganá-lo com falsas promessas de paz e assim fazer com que traia os ensinamentos de meu pai!

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Thor percebe que aquele homem só poderia se tratar de um ser, mas ele também não entendia como ele poderia estar ali

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Thor: Você é Thor o deus do Trovão!

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Thor (o deus) sorri

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Thor: Exatamente! Então Raogrior saia daqui, eu não deixarei que engane este guerreiro

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Raogrior se mostra alterada

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Raogrior: Eu não vou sair! Você está mentindo, não tem como você ser Thor o deus do Trovão, seu cosmo é muito parecido com o dele, mas é muito menos intenso, além disso este deus desapareceu a muito tempo!

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Thor (o deus) se mostra um intimidado, como se as palavras da guerreira falassem a aterradora verdade

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Thor: Está bem….é verdade eu não sou exatamente Thor

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Thor (o guerreiro): Como assim “não exatamente”

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Thor (o deus): Para criar a armadura de Phecda foram usadas as escamas de Jomungand, porém o poder deste monstro era muito negativo e os deuses temeram que isso poderia influenciar o guerreiro que a vesti-se, por isso Thor o deus do trovão deu uma fração de seu infinito poder a armadura na forma dos machados Mjonir, eu sou a manifestação deste poder!

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Raogrior parece aliviada, estava mais tranqüila por não estar enfrentando um deus

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Raogrior: Hum… Então você é só um pedaço de espírito…o que faz que pode me derrotar?

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Thor(o deus) apenas sorri

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Thor: Mas quem disse que serei eu quem vai te derrotar? Seu adversário é este guerreiro

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Ele diz isso apontando para do guerreiro de Odin

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Raogrior se esforça para não rir

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Raogrior: Acredita mesmo nisso? Este guerreiro não tem nenhum poder mental…sua força é simplesmente física acha mesmo que poderá vencer uma mestra da manipulação do espírito como eu?

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Thor(o deus): Sim porque eu conheço ele…conheço sua força de vontade e o poder de seu espírito! Eu vim aqui apenas para guiá-lo!

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A manifestação do poder do deus do trovão começa a brilhar se tornado novamente um relâmpago, que logo depois penetra corpo de Thor(o guerreiro), este começa a brilhar, como um clarão, a luz é tão forte que mesmo Raogrior não pode evitar de cobrir seus olhos, quando o flash de luz para Thor(o guerreiro) ressurge sua armadura e empunhando seus machados, seu olhar é de pura determinação

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Thor: Saia da minha mente!

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Raogrior para de proteger seu rosto, seu corpo começa emite novamente uma luz dourada.

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Raogrior: Thor… porque não entende?…Não estou tentando te enganar… Eu quero mesmo que você me ajude. Se ficar comigo poderemos criar um mundo melhor! Não é isso que sempre sonhou

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Thor começa a ficar confuso novamente, as palavras de Raogrior penetram em seu espírito, é muito difícil raciocinar, tudo que ela diz parece sensato, parece o certo, o justo…como se ele não a segui-se estaria sendo maligno e contra a paz! Como se Raogrior fosse a verdade e nada mais. Porém outra voz começa a surgir na mente de Thor, é a do poder do deus do trovão

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Thor(a voz): Não se preocupe Thor, eu estou aqui para ajudá-lo como sempre estive

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Thor (o guerreiro) lembra de algo

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(Thor):  Como sempre?….Sim agora me lembro! Foi você que apareceu na minha mente contra Thrym não é? Você me ensinou a usar o poder do relâmpago

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Thor(a voz): Exatamente…Meu dever é te ajudar quando precisa, escute eu sei que o ela esta dizendo parece tentador, mas é tudo uma forma de tentar te manipular, a verdadeira paz tem que ser alcançada, e não imposta o que adianta a paz em liberdade? Se seguir Raogrior, se tornará escravo dela, pensará como ela, seus ideais, seus sonhos, tudo desparecerá! Você vai machucar seus amigos se ela assim desejar! Tudo que você é irá desaparecer

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Raogrior também ouve o que a voz está dizendo a Thor(o guerreiro), e então ela tenta sobrepô-la

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Raogrior: Não ouça ele Thor!…Ele está mentido! Eu sou a manifestação da luz e da paz, como poderia eu estar errada?

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Thor(a voz):Isso só prova que ela está errada, ninguém possui a verdade absoluta,  nada é perfeito! Thor eu sei que ela está mentindo eu já vi isso acontecer, muitos guerreiros do passado já caíram nos encantos da Wave Nikr da luz, mas eu sei que você pode supera – lá é só se lembrar porque está aqui! Porque quis se tornar um Guerreiro Deus!

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Thor(o guerreiro) coloca as mãos na cabeça, todas aquelas vozes eram demais para ele! Seu conflito interno é muito grande, mas como que por destino memórias surgem na sua mente

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Thor: Eu…eu me lembro!

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Memórias aparecem, lembranças de um tempo triste e de fome, um tempo em que Thor e sua família sofriam com a fome e com o frio…O guerreiro se lembra que naquele tempo os anciãos contavam historias de homens fantásticos que protegiam a terra, heróis chamados de Guerreiros Deuses. Thor se lembra que seu maior desejo era se tornar um destes homens, para ajudar sua família e seu povo, para salva-los do sofrimento! Por isso começou a treinar, tinha que se tornar tão forte como aquele heróis,  tinha que se tornar um Guerreiro Deus!

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Thor: Eu queria salva-los… queria criar um mundo melhor para eles!

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Raogrior: E é isso o que eu quero Thor! Junte-se a mim!

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A voz na mente de Thor não deixa que ele desista

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Thor(a voz): Não Thor! Ela está mentido! Ela é quem contra quem você lutar, ela quer tirar a liberdade do povo que você defende!

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Thor(o guerreiro) não consegue pensar, são muitas vozes! Ele só quer que se calem, que deixem-no pensar! Não sabe quem está certo, quem está mentido tudo está muito confuso. E no meio de tudo isso as memórias de sofrimento surgem para causar mais confusão

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Thor(o guerreiro): Me deixem pensar! Eu não sei! Não sei quem seguir! Eu….eu….só quero cumprir o prometi ao meu povo, eu prometi que os protegeria do sofrimento…

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Raogrior: Thor…

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Thor(o guerreiro): Calada! Você não pode entender!

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Thor parece ter percebido algo…seu cosmo começa a aumentar, as nuvens negras que ainda cobriam o céu, começam a soltar mais relâmpagos, estes parecem responder ao cosmo de Thor

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Thor: Saia daqui! Alguém como você não pode estar certa! Não poderá mais manipular!

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Raogrior: Este poder! De onde vem isso!?

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Thor solta um pulso de energia, que joga Raogrior para longe, o plano astral começa a entrar em colapso pelo mesmo pulso, em um flash o mundo real volta a surgir. Raogrior está sentada no chão ofegante enquanto Thor começa a se levantar, seu cosmo está dourado e soltando relâmpagos aleatórios, seu olhar é de determinação

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Thor: Raogrior, você disse que é a representação da luz e da paz e que o caminho que me guiar é o certo, mas como alguém como você pode saber o caminho para o fim do sofrimento, se você não o conhece. Você disse que desde que nasceu nada podia macular seu corpo perfeito, você deve ter crescido sem saber o que é a dor ou o sofrimento, por causa deste dom. Alguém que nunca sentiu o sofrimento do mundo não poderá nos guiar para paz!…

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Raogrior: Pare!

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Raogrior começa a manifestar um cosmo diferente, não é mais sereno e pacifico, pelo contrario,é cheio de raiva e rancor, como se o que Thor tivesse dito fosse uma grande ofensa para ela. Seu corpo começa a emitir uma luz vermelha e raivosa, mesmo com todo cosmo que o guerreiro estava manifestando era impossível não se intimidar com a reação da guerreira

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Raogrior: Não pense que me conhece Thor! Eu conheço muito bem o sofrimento do mundo, você não sabe o que eu sofri por ser como eu sou. Este dom como você chama….é uma maldição para mim! Você pensa que conhece o sofrimento só porque teve uma vida com pobreza e frio, mas eu tive que crescer com uma culpa enorme! Eu lhe mostrarei o que eu sofri e então você irá perceber que eu sou mais do qualificada para guiar todos para a luz!

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Os cabelos de Raogrior se elevam novamente, seus olhos emitem um flash dourado que ocupa toda a visão, só se pode ouvir gritos femininos ao fundo

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Mime não consegue pensar….é difícil dizer o que sente neste momento…tudo dentro dele esta paralisado de medo, tudo que vê é a escuridão…a sombra sem esperança, sem conforto e sem escapatória. Só seu ouvidos ainda parecem funcionar, as palavras de Randgrior ressoam sua mente…Não há como fugir do medo…Você como guerreiro deus já devia saber disso…   No meio destas frases jogadas, outra voz surge

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Voz: Mime….

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O guerreiro não responde, sua mente não consegue processar o som…mas pode ouvi-lo. Com mais um chamado uma face surge na escuridão, a de Folkein

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Folkein: Mime…Mime acorde! Acorde!

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De alguma forma aquilo faz Mime despertar parcialmente…agora consegue entender o que seu criador diz

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(Mime): Folkein é você mesmo?

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Folkein estranhamente parece ignorá-lo

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Folkein: Ainda continua fugindo Mime?…Você não absorveu nada do que eu tentei te ensinar?

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Mime: Como assim?

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Folkein: Nunca se perguntou, porque eu proibia que você tocasse? Não era porque isso te desviava dos treinos, ou porque eu achava que isso não digno de guerreiro fazer…Não….Eu não queria que você tocasse porque, você usava isso como refugio!

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Mime: Refugio?

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Folkein: Sim, você tocava para fugir de seus medos…para fugir de mim! Mas eu queria que você aprendesse a enfrentar estes temores

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Mime acha isso difícil de acreditar, já que Folkein nunca tinha dito isso, mas talvez a raiva para com seu criador tivesse lhe impedido de ver a verdade.

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Mime: Mas eu…

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Folkein: Não acredita? Porque acha que eu te ensinei a usar a luz? Lembra daquele dia…

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As lembranças do treinamento de Mime começam a surgir em sua mente.
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Passado- época do treinamento de Mime————————————–

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No castelo onde Folkein e Mime viviam, já era noite, o garoto está no campo interno de frente para seu criador. Ele está muito cansado e com ferimentos e hematomas por todo o corpo, mas mesmo assim pela expressão de seu treinador é obvio que o treino está longe de acabar

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Folkein: Muito bem Mime, agora que já aprendeu como controlar seu cosmo eu vou te ensinar a minha técnica

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Mime está ofegante e extremamente cansado, mas mesmo assim não questiona Folkein, já sabia que seria punido se fizesse isso

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Mime: Tudo…. bem…. pai

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O guerreiro antigo cruza os braços

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Folkein: Escute com atenção, Mime… Minha técnica consiste em usar o cosmo para manipular a luz, deve estar se perguntando porque escolhi especificamente este elemento…

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Mime não estava se perguntando isso, na verdade tudo que pensava era quando isso ia acabar seus joelhos trêmulos mal o mantinham em pé. Ignorando isso Folkein continua

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Folkein: …. Bom…Eu escolhi a luz, porque ela é invencível.

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Mime tenta parecer interessado

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Mime: Invencível?

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Folkein: Exatamente, se quiser uma prova é só olhar para cima

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Ambos olham para cima, e vêem o céu estrelado, algo raro em Asgard, normalmente este cheio de nuvens, mas esta noite de “verão” era uma exceção.

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Folkein: Sabe Mime… dizem que a maior parte do universo é vazia, um espaço negro onde não existe nada além da escuridão, mas mesmo assim quando olhamos para um céu como este o que vemos? Estrelas! Milhões delas, a luz delas conseguiu vencer toda a escuridão do universo e chegou até aqui, é provável que mesmo se somássemos a luz de todas estas estrelas não chegaríamos a quantidade de escuridão que existe no universo, mas mesmo assim conseguimos ver estes corpos celestes

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Mime começa a achar a conversa interessante

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Folkein: E luz mais que chega até nós maior intensidade é a da estrela mais próxima da terra, o sol! Se conseguir um dia fazer uma luz que se iguale a ela nada poderá vencê-lo. Porém isto é algo que não posso te ensinar

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Mime: Por quê?

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Folkein: Porque eu nunca consegui fazer uma luz com tanta intensidade… Mas você tem muito mais potencial do eu…acredito que você possa conseguir, por isso vou lhe ensinar uma técnica que talvez permita você controlar uma luz dessa intensidade

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De volta ao presente——————————————-

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Folkein: Entendeu Mime, foi por isso que eu te ensinei a controlar a luz, porque com este poder não importa o quão grande seja a escuridão, ou mesmo o quão medo você tenha dela, você sempre poderá criar uma luz para enfrentá-la. Era isso que eu queria te ensinar, a luz é um raio de esperança que sempre vencerá qualquer medo seu, porque não importa quão pequena ela for ela sempre vencerá a escuridão. Entendeu?

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Mime finalmente percebeu quais eram os motivos de seu criador, para não o deixar ele tocar…agora não sentia nenhuma raiva ou vergonha dele

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Mime: Entendi….Pai!

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Folkein: Então vamos! Faça com que a luz do seu cosmo brilhe tanto quando a luz do sol e vença está escuridão do medo!

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Mime começa a aumentar seu cosmo, seu corpo começa a brilhar, no inicio o brilho é fraco, mas mesmo assim consegue se propagar pela escuridão de Randgrior ficando cada vez mais forte. A Guerreira percebe o que está acontecendo e vai até o corpo de Mime que agora está emitindo uma grande luz dourada

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Randgrior: Como conseguiu fazer isso, eu tirei todo o refugio que você tinha

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Mime fala pela primeira vez, sua face está ficando cada vez menos nítida no meio de tanta luz

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Mime: Eu não preciso mais de nenhum refugio, eu ainda estou sentindo muito medo, mas meu pai me ensinou uma forma de enfrentá-lo! Está técnica! Esta luz!

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Mime fecha os olhos e começa a fazer movimentos circulares com suas mãos, a luz que cobre todo o corpo de Mime se concentra numa esfera que emite muitos raios luminosos, como o sol. Randgrior fica intimidada ao reconhecer a técnica

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(Randgrior): Está é a técnica lendária do clã dos Folkein! Ela permite criar uma luz quase tão forte quanto a sol! Quando ele…?

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Como se lê-se a mente da guerreira, Mime responde à pergunta

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Mime: Está é a ultima técnica que meu pai me ensinou! Eu não a usava porque tinha raiva ou vergonha dele, mas agora que sei da verdade e sei que ele me perdoou eu posso usá-la

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Mime pega a esfera de luz e a levanta com as duas mãos, a intensidade da luz começa a aumentar cada vez mais, a bola começa a emitir milhões de raios que se espalham pelo local como cordas, o cosmo de Mime faz com elas vibrem, a música do norte aos poucos pode ser ouvida

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Randgrior:  A música de Mime, ele combinou a técnica do pai dele com a dele, para torná-la mais forte!

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Mime abre seus olhos e todos os raios vibram enquanto ele fala

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Mime: SUNLIGHT HEART (CORAÇÃO DA LUZ DO SOL)

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A esfera emite um enorme brilho dourado, por um segundo este é tão intenso que se assemelha a luz do sol. Randgrior fica cega por causa da luz, neste momento todos os raios de luz investem contra ela, sem ver, não consegue escapar, como navalhas os raios cortam todo seu corpo e destroem sua máscara, a guerreira cai de joelhos no chão, a mão esquerda  vai até seu rosto como se quisesse impedir que este foste visto, a mão direita se apóia na chão enquanto seu sangue negro escorre por vários locais. O pequeno sol de Mime começa a perder a intensidade e logo depois desaparece, o guerreiro cambaleia e leva a mão até o peito, todo seu corpo dói e está exausto, mas sente que conseguiu vencer desta vez

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Mime: ham …ah….ham…ah…Será que consegui?

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Mime sente-se aliviado pela vitória aparente, seu coração se enche de orgulho, finalmente ele tinha conseguido alcançar o maior desejo de seu criador, e mesmo estando exausto este orgulho o mantinha de pé

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Mime: Folkein eu…eu…AH! O que é isso?

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Algo estranho começa a acontecer com o corpo de Mime, suas dores aumentam seu corpo começa a tremer involuntariamente, sua pele começa a ficar seca, as poucos forças que ainda lhe restavam começam a se esvair, e ele cai de joelhos, neste momento houve a voz roca de Randgrior e olha para ela

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Randgrior: Eu sinto muito Mime…sua técnica foi incrível só tinha visto uma pessoa conseguir criar tanta luz…eu queria te deixar ir mas o você fez comigo despertou algo que eu não consigo controlar

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Uma aura negra e roxa começa a rodear a Wave Nikr, ela transmite uma energia muito maligna e assustadora, se move como fosse uma chama, emitindo várias labaredas negras e roxas, a guerreira se levanta, mesmo com todos os ferimentos que tem, estes são muito graves e potencialmente mortais, mas não parece se importar com isso. Randgrior retira a mão rosto e sua face é finalmente revelada…ela é horrenda! A pele esta apodrecida e partes do osso do crânio estão expostas, as pálpebras secas mal cobrem seus olhos desidratados, seus lábios estão apodrecidos e mal cobrem seus dentes. Se Mime não estivesse vendo ela de pé, juraria que a mulher estava morta e a muito tempo, os olhos do guerreiros também começam a doer, então ele os fecha e os cobre com a mão direita, porém a imagem do rosto horrendo persiste em sua mente, a figura lhe causa muito desconforto e muita dor!

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Mime: O que está acontecendo?

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Randgrior: Quando você quebrou minha mascara Mime, revelou minha face e liberou a maldição dela agora nem eu posso impedir o seu destino

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Mime: Destino?

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Randgrior: Você morrerá em poucos minutos Mime, e isso é inevitável

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Fim do Capitulo 33

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A espada de Frey(Dáinsleif): A espada era conhecida por deferir golpes mortais sozinha, mesmo que seu dono a solta-se.

 

Nota: O golpe nome do Mime, Sunlight Heart, foi uma homenagem minha ao Mangá Buso-Renkin, escrito por Nobuhiro Watsuki(o mesmo que criou Samurai X), neste mangá Sunlight Heart é nome da arma do protagonista, como gosto muito desta história achei legal colocar isso.

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