Capitulo 37

Capitulo 37: A diferença entre o impossível e o quê nunca foi feito

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Anteriormente:

Mime induziu Randgrior a Wave Nikr da Escuridão a contar seu passado, enquanto Raogrior a Wave Nikr da Luz contava a mesma história a Thor. Foi revelado que as duas eram irmãs gêmeas e sofriam de uma maldição desde o nascimento, enquanto Randgrior vivia como um cadáver vivo sendo, portanto o retrato da morte e possuindo um espírito completamente negro, Raogrior era perfeita, tinha uma beleza sem igual e todo e qualquer ferimento que sofria passava para a irmã, sendo assim o retrato da vida e possuindo um espírito totalmente iluminado. Mesmo arrependendo-se de induzir sua adversária a este sofrimento de relembrar o triste passado, Mime aproveita o que descobriu para traçar uma estratégia para vencer a luta: usando seu golpe que reproduz a luz do sol ele injeta luz dentro do espírito de Randgrior, dando a este um lado iluminado e tornado a guerreira em uma pessoa normal perdendo assim seus poderes, então o guerreiro deus cria uma grande explosão de luz e vence a luta. Enquanto isso Raogrior tinha se enfurecido com Thor e estava usando sua forma elemental para matá-lo, porém quando sua irmã ganhou um espírito equilibrado isto também a afetou, para se manter em equilíbrio com o da irmã seu espírito adquiriu um lado negro, isso fez com ela perdesse seus poderes também. Thor aproveita esta brecha e usa um golpe do deus do trovão para vencer luta

Hugin decidiu ir até a ilha norte para tentar descobrir o motivo, da formação de uma grande tempestade em volta desta ilha. Lá é onde está Driffa que está sendo possuída por Loki e aparentemente, isso está provocando a fúria de Raan a deusa da morte no mar e mãe das Wave Nikr originais

Paralelamente na ilha central, Siegfried estava confrontando Njord, para que o deus permitisse que fosse salvar Hilda. Porém o deus da tempestade fala que não pode deixar-lo fazer isso, pois precisa dele para resolver a crise do Vanaheim, aparentemente a ligação de Siegfried com Hilda é a chave para solucionar os problemas deste mundo. O guerreiro de Odin não concorda com o deus e fala que sente que se não for salvar Hilda agora ela estará perdida para sempre, então ataca o deus com um poderoso golpe, porém Fimbul de Nidhogg se mete entre os dois para defender Njord

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No castelo de Njord os dois dragões se encaram, ambos prontos para lutar. Mas por quê? Os dois deveriam ser aliados, deveriam ter o mesmo objetivo, afinal servem ao mesmo deus, mas o destino traçado pela grande mãe nem sempre é lógico

Fimbul ainda não entende, tinha ouvido todos os motivos de Siegfried, mas ainda achava as atitudes dele estranhas. O guerreiro de Dubhe sempre foi o mais dedicado, sempre colocava o dever acima de tudo. Porque agora estava arriscando tudo para salvar apenas uma vida? De súbito entende, Siegfried deveria  estava lutando pela a única coisa que sempre se colocava acima do dever, está força irracional que nenhum mortal estava imune, nem mesmo ele próprio, o amor

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Fimbul: Siegfried o quê pretende com isso?

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Siegfried: Fimbul você ouviu o quê eu disse a Njord?

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Fimbul: Sim, eu ouvi

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Siegfried: Então sabe que nada vai me impedir de salvar a Hilda! Nem mesmo você!

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Siegfried está mais decido do que nunca, nada pode impedi-lo, mas Fimbul tinha que tentar, o futuro dos nove mundos dependia disso

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Fimbul: Siegfried sinto muito, mas não posso deixar-lo sair daqui, precisamos de você!

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Siegfried está com cansado de todos lhe dizerem isso, a única que precisava dele agora era Hilda! E não iria decepcioná-la mais uma vez!

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Siegfried: Fimbul, isto não passa de um teste! Eu sei que vocês podem revolver-lo sozinhos! Mas só eu posso salvar Hilda eu não posso deixá-la nas mãos de Loki!

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Fimbul dá um suspiro

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Fimbul: Siegfried eu acredito, que o quê está acontecendo neste mundo, vai muito além de um teste! Você não pode sentir? Algo muito sério aconteceu aqui! Eu sinto um cosmo furioso crescendo no oceano! Sinto que algo que vai definir o rumo desta guerra está acontecendo bem aqui! E se ignorarmos, poderemos perder tudo, inclusive a Hilda!

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Siegfried sentia o cosmo furioso, sabia a ameaça que este trazia, mas em seu coração sentia outra coisa, sentia a dor Hilda, isto se colocava acima de tudo. Não podia agüentar mais sentir a dor e não fazer nada a respeito, isso não lhe deixava pensar direito. Na verdade mal respirava por sentir esta agonia! Tinha que fazer alguma coisa! Sabia que só ele podia fazer! Não se tratava do que era racional ou do que era certo, tratava-se do que devia ser feito!

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Siegfried: Fimbul, eu não posso conviver mais com isso, não posso mais conviver com esta dor, de sentir o sofrimento da Hilda e não fazer nada! Eu prometi a meu pai e que nunca deixaria ninguém morrer! Eu tenho que ser forte para salvar meus entes queridos e o mundo! Não posso aceitar nenhum sacrifício!  Eu confio em você, e sei que pode resolver o quê esta acontecendo aqui! Eu sou o único que pode salvar Hilda, então, por favor, me deixe ir!

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Fimbul sente o sofrimento de Siegfried, no fundo ele quer deixá-lo ir, mas não pode ignorar o que Njord disse: Se Siegfried era essencial para resolver este problema ele não podia arriscar

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Fimbul: Siegfried, eu não posso fazer isso! Eu sinto que sua ligação com Hilda é forte! Mas preciso de você aqui agora! E eu lhe prometo que depois daqui eu vou fazer de tudo para salvar Hilda! Eu dou-lhe a minha palavra, eu não vou deixar-la morrer! Por isso eu te peço, por favor, só agüente mais um pouco e me ajude! Eu prometo que vou retribuir!

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Siegfried sente alguém se aproximando, reconhece o cosmo. Isso o faz perceber algo e se enfurece, ao perceber como Fimbul era hipócrita

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Siegfried: Fimbul, você é muito hipócrita!

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Fimbul: O quê?

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Siegfried: Responda-me uma coisa: Se você estivesse no meu lugar, se fosse ela que estava sofrendo…

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Siegfried diz isso apontando para Munin de Corvo Esquerdo que acabava de entrar na sala por traz dele

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Siegfried: Da mesma forma que você sente a minha ligação com m Hilda, eu posso sentir a entre vocês dois! Por isso eu te pergunto: E se fosse ela?! Se fosse a Munin que estivesse sofrendo? Você não faria de tudo para salva-la? Não passaria por cima de seu dever, de seu mundo e até mesmo dos deuses para fazer isso?

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Fimbul hesita, não sabia o que dizer. Siegfried da uma grito furioso

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Siegfried: Responda!

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Fimbul fecha os olhos e abaixa a cabeça

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Fimbul: Sim, eu iria salva-la!

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Munin fica chocada com a reação de seu amado, em parte o entende, mas sabia que isso não era racional! Não fazia sentido!

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Munin: Fimbul!

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Siegfried: Então me deixa passar!

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Fimbul: Não posso…

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Ao ouvir isso Siegfried quase parte para acabar seu amigo, porém contem

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Siegfried: Por quê?

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Fimbul abre os olhos e levanta sua cabeça, seu olhar é de pura decisão!

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Fimbul: Por dois motivos: Primeiro, eu sei que se eu fizesse isso Munin nunca ia me perdoar, assim como acredito que Hilda não te perdoaria! Hum…mas não importa eu faria de qualquer jeito! E o segundo, é que se eu estivesse no seu lugar, você estaria no meu!

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Agora é Siegfried que não sabe o que dizer

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Siegfried: O que?

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Fimbul: Você me ouviu, eu sei que se eu fosse passar por cima de tudo para salva-la, tenho certeza que, você se colocaria no meu caminho para tentar colocar um pouco de razão na minha cabeça!Não é verdade?

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Ao dizer isso Fimbul dá um pequeno sorriso

Siegfried dá um suspiro

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Siegfried: Hum… é verdade!

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Siegfried também sorri

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Fimbul: Então me entende porque não posso sair daqui?

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Siegfried: Entendo…

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Os dois se olham, percebem como são parecidos neste aspecto, os dois não deixariam aqueles que amam morrer… E assim sabem qual o próximo passo, ambos sabem o que devem fazer, por mais difícil que seja

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Fimbul: Vamos?

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Fimbul empunha sua espada e se posiciona para lutar

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Siegfried: Sim

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Siegfried faz o mesmo. Ambos se encaram por alguns segundos e depois voam para fora da sala pela janela. No ar os dois se tornam verdadeiros raios de luz e começam a se chocar. Munin vê a cena sente que tem que fazer algo

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Munin: Não! Parem!

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A guerreira vai até a janela e olha para os dois com raiva

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Munin: Que idiotas! Eles vão se matar! Tenho que fazer algo!

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Munin se prepara para voar, quando alguém a segura é Njord

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Njord: Não!

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Munin: Mas senhor Njord, nenhum deles vai desistir da luta! Eles podem se matar fazendo isso!

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Njord olha no fundo dos olhos da guerreira

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Njord: Eu sei, mas Gunnr, meu filho e até mesmo eu já tentamos parar Siegfried. E ele simplesmente não entende! Talvez alguém como Fimbul, que o conhece tão bem, seja o único capaz disso

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Munin: Mas porque eles têm que lutar?

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Njord sorri

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Njord: Eles são guerreiros Munin! Lutar é a única linguagem que entendem!

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Thor acorda, parecia que estava dormindo há muito tempo, deitado em meio às cinzas. Tudo era destruição a sua volta, aquilo que já foi uma bela floresta iluminada agora não passa de um campo queimado. Sente dores por todo corpo, mas mesmo assim tinha continuar! Era seu dever como guerreiro. Por isso se levanta

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Raogrior: Então, finalmente acordou

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Thor fica surpreso ao ouvir a voz da guerreira, não esperava que alguém conseguisse sobreviver ao ataque dele. Mesmo assim, não pode ignorar a ameaça, por isso se vira para na direção de onde ouviu a voz. Porém se surpreende. Raogrior estava sentada numa pedra, não emitia nenhum cosmo agressivo, na verdade não possuía cosmo algum! O brilho que seu corpo emitia constantemente tinha sumido, hematomas e cortes maculavam sua pele antes perfeita. Seu cabelo estava diferente, estava metade com um tom roxo quase negro e metade num tom de loiro sem brilho.

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Raogrior: Não se preocupe Thor, você venceu! Eu estava errada em querer te matar. Acho que estava tão cega pela luz que não poda ver que eu tinha me tornado o monstro que queria destruir. Ao sentir a felicidade da minha irmã pude ver isso. Sinto muito!

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Thor fica aliviado ao perceber que a luta tinha acabado, mas ainda está confuso

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Thor: Tudo bem Raogrior desde que tenha percebido… Eu também sinto muito por insinuar que você não conhecia o sofrimento, você conhece sim. Mas o quê aconteceu com você, porque perdeu a luz que rodeava seu corpo?

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Raogrior: Não é o quê aconteceu comigo, é o quê aconteceu com a minha irmã.

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Thor: Sua irmã?Randgrior

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Raogrior: Isso, lembra que eu lhe disse que nós éramos como dois lados da mesma moeda? Eu sou a luz e ela a escuridão e nossos espíritos estão ligados, por isso uma acaba equilibrando a outra, ela é meu lado escuro e eu sou o lado iluminado dela, de outra forma não sobreviríamos. Nossos espíritos sempre estão em equilíbrio, eu não sei que aconteceu mas de alguma forma ela adquiriu um lado luminoso no seu espírito. Para manter o equilíbrio meu espírito adquiriu um lado escuro e por isso eu perdi a maioria dos meus poderes da luz. Mas ainda posso usá-la para reconstituir meu corpo, afinal continuo sendo uma Wave Nikr, por isso não morri com seu ataque.

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Thor: Mas o quê será que aconteceu com Randgrior?

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Raogrior: Como eu já disse, eu não sei?Mas eu estou muito preocupada com ela

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Thor pode sentir a preocupação de Raogrior, nunca teve uma irmã, mas pode imaginar como é ter medo que uma pessoa amada talvez tenha sofrido algo, então estende sua mão para a guerreira, ela fica confusa

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Thor: Então é melhor irmos ver como ela está! Você ainda esta muito fraca por causa da luta, vamos, eu te carrego

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Raogrior[/n]: Porque está me ajudando?

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Thor: Por que isso é o certo a se fazer! Eu sempre vou estender a mão para ajudar quem está sofrendo, foi isso que prometi que quando virei um guerreiro deus!

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Raogrior percebe como estava errada, em julgar Thor. O guerreiro era alguém bom e generoso, ela estava errada em querer matá-lo. Estava errada em querer destruir o mundo dele, não tinha o direito de julgar os outros quando ela mesma não era perfeita. Por isso dá um sorriso e segura à mão de Thor. O guerreiro começa a carregá-la e a correr para a ilha Sudoeste, onde sua irmã estava.

Ao chegar lá vêem um cenário parecido com a ilha da luz, uma grande explosão de luz tinha ocorrido, e tudo estava em cinzas. Raogrior vê uma máscara quebrada no chão e pega os pedaços

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Raogrior: Isto era dela, é a mascara que eu fiz. Onde ela está?

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Thor: Acho que ali

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Thor a aponta para o frente

No meio da destruição existia uma mulher sentada no chão, olhando para as nuvens de tempestade que cobriam o céu. A mulher possuía uma armadura quase igual á de Raogrior, a única diferença é que a dela tinha detalhes prateados enquanto a da guerreira da luz tinha detalhes dourados. Seu rosto e seu corpo eram completamente iguais aos de sua irmã, sem duvida tratava-se de Randgrior. Porém Thor se assusta ao perceber um homem deitado de bruscos ao lado dela, este parecia estar quase morto e vestia uma armadura vermelha

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Thor: Mime!

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Raogrior: Randgrior!

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Thor corre em direção a Mime enquanto Raogrior corre até sua irmã

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Raogrior: Irmã o que aconteceu? Você está bem?

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Randgrior dá um sorriso, é a primeira vez que sua irmã a vê fazer isso

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Randgrior: Eu estou bem irmã, melhor do que nunca!

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As duas se abraçam, é a primeira vez que Raogrior pode sentir o calor da pele de sua irmã, isso enche seu coração de felicidade.

Enquanto isso Thor tenta fazer Mime acordar, mas em vão, o guerreiro loiro parece estar quase morrendo, seu cosmo está muito fraco e quase não respira

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Thor: Mime…Mime….Acorde! O que aconteceu com ele?

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Randgrior perde o sorriso

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Randgrior: Para me vencer Mime tentou injetar a luz de seu cosmo em meu espírito, mas para mantê-la lá, ele teve que injetar outra coisa… Injetou parte de sua vida, para que meu corpo pudesse adquirir uma. Agora ele está muito fraco e logo morrerá se algo não for feito!

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Thor protesta

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Thor: Então o que devemos fazer?

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Randgrior se levanta e olha para a irmã. Seus olhos dizem tudo

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Randgrior: Sinto muito irmã, mas eu preciso fazer isso, não é justo com ele! Eu só queria que você me visse assim….você que lutou tanto para tentar mudar o que era impossível.

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Raogrior começa a chorar

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Raogrior: Irmã…eu

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As duas se abraçam, Raogrior sente o calor da sua irmã mais uma vez. Faz de tudo para gravar aquela sensação….aquele segundo onde sua irmã estava, pela primeira e ultima vez, realmente viva! Randgrior também chora aquilo ia ser muito difícil para ela, mas tinha que ser feito, aquela vida não era dela. Então ela solta sua irmã e se aproxima de Mime

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Randgrior: Thor afaste-se dele. Não se preocupe, eu vou devolver ao Mime o que lhe pertence

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Thor faz o que a guerreira diz, ela não parecia ter nenhuma intenção agressiva.

Randgrior se ajoelha próximo a Mime, depois  o vira e o segura próximo ao seu peito. Abre a boca do guerreiro com sua mão e aproxima seus lábios dos dele. Uma aura de luz surge em volta de seu corpo, uma energia branca começa a sair de sua boca e a entrar na boca de Mime. Aos poucos a pele de Randgrior vai perdendo a cor, ficando mais enrugara e mais fria, seus músculos começam a apodrecer, seus olhos começam a ficar secos, seu cabelo perde a vida e volta a ser quase todo roxo, exceto por uma pequena mexa que permanece loira. Mime volta a ter vida, seu corpo volta a ter calor, seu cosmo aumenta e seus olhos se abrem. A aura de luz pára de envolver Randgrior e ela volta a ser um cadáver vivo. Imediatamente cobre seu rosto com uma das mãos e solta Mime. Este volta a se levantar

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Mime: Randgrior, você está bem?

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A guerreira não tira a mão de seu rosto, sua voz voltou a ser grossa e seca,mas pode-se perceber que está triste, sentia-se, agora mais do que nunca, condenada a viver com este corpo

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Randgrior: Sim Mime, eu vou ficar bem….eu devolvi sua luz. Obrigado por me proporcionar este momento de vida e por não me ver como o monstro eu que sou

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Mime se abaixa e tira a mão de Randgrior do rosto desta

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Mime: Você não é um monstro Randgrior!….Um monstro teria ficado com a minha luz!

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Randgrior fica surpresa com a atitude de Mime, não entende como seu rosto não esta o afetando.

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Randgrior: Mime, eu….

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Raogrior aproxima-se dos dois, também tinha voltado ao normal, estava segurando algo em suas mãos. Eram os pedaços da máscara de metal de Randgrior

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Raogrior: Aqui irmã…encontrei isso enquanto estava vindo para cá

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Mime se aproxima da Wave Nikr da luz.

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Mime: Dê-me isso

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Mime pega os pedaços da máscara, e usa seu cosmo de luz para esquentar o metal e unir-los novamente

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Mime: Aqui Randgrior, eu a quebrei por isso estou te devolvendo…mas lembre-se o que você me disse, não se pode fugir do medo. Acho que quando entender qual é o seu medo você não precisar mais dela, mas por enquanto aqui está

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Randgrior pega a máscara e a segura, não entende muito bem o que o guerreiro quis dizer. Mas talvez tivesse medo dela mesma, ou melhor, do monstro que vivia no seu rosto. Talvez demorasse a entender como superar este medo e até lá precisava da máscara. Por isso a coloca.

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Randgrior: Obrigado Mime…acho que eu devo uma coisa também

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Randgrior pega os pedaços da harpa de Mime que estavam espalhados pelo chão, então se aproxima da irmã

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Randgrior: Irmã será que poderia consertar está harpa de luz, para o Mime?

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Raogrior: Uma harpa de luz…acho que posso tentar

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Raogrior pega os pedaços da harpa e usa sua luz para reconstruí-la, assim como fazia com seu corpo e sua armadura

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Raogrior: Pronto, aqui está

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Randgrior pega a lira e a devolve para Mime

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Randgrior: Aqui Mime, acho que eu devia isso a você também, só não a use para fugir de seus medos

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Mime pega a lira

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Mime: Obrigado Randgrior

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Raogrior: Agora vocês devem ir até a ilha central e encontrar com os outros

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Thor e Mime entendem e começam a se dirigir para a ilha central. No caminha o guerreiro de Phecta chama a atenção  do outro

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Thor: Mime, acho que deveria lhe agradecer.

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Mime: Por quê?

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Thor: Bem, eu estava quase morrendo nas mãos de Raogrior, ela tinha enlouquecido e só pensava em destruição. Mas quando você equilibrou o espírito de Randgrior, o da Raogrior também entrou em equilíbrio isso diminuiu os poderes dela e me permitiu vencer. Então tecnicamente você salvou minha vida. Então obrigado

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Mime não sabe muito o quê dizer

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Mime: Não sei se é necessário me agradecer, eu não sabia que isso ia acontecer. Mas não tem de quê

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Thor: Bom de qualquer forma… O quê é aquilo?

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Thor sente dois cosmos imensos se chocando no céu, por isso olha para e vê dois dragões se enfrentando

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Thor: Aqueles dois cosmos, parecem ser… Não! Não faz sentido!

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Mime também sente os cosmos e olha para cima, adquirindo um olhar de preocupação

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Mime: Mesmo não fazendo sentido, está acontecendo, Fimbul e Siegfried estão se enfrentando!

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Thor ainda está confuso

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Thor: Mas por quê?

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Mime: Eu não sei, mas temos que encontrar os outros, talvez eles saibam! Vamos!

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Mime e Thor dirigem-se até a ilha central.

Enquanto isso Fimbul e Siegfreid estão medindo forças. O guerreiro de Nidhogg está pressionando sua espada contra as garras de Siegfried, a energia que os dois estão emitindo é tão poderosa que raios de energia saem de suas armas e iluminam o céu como relâmpagos.

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(Fimbul): Ele está muito forte! É impressionante como seu cosmo se desenvolveu em tão pouco tempo! Mas eu ainda tenho uma vantagem!

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Fimbul se afasta de Siegfried e empunha sua espada, esperando pelo ataque. O guerreiro de Dubhe não está racionando direito, toda sua mente está focada em vencer seu adversário o mais rápido possível, por isso não percebe a intenção de Fimbul e voa contra este, empunhando suas garras. Como um dragão durante o ataque não vê nada além de sua presa.

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(Fimbul): Isso mesmo…venha!

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Siegfried está prestes a se chocar com Fimbul, quando a espada deste começa a emitir um brilho safira.

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Fimbul: DIMENSIONAL SWORD ( ESPADA DIMENCIONAL)

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Fimbul golpeia Siegfried com sua espada, uma grande energia em forma de lamina se manifesta a partir dela, passa pelo corpo do adversário e voa pelo céu, cortando tudo em seu caminho inclusive o oceano e as nuvens. O guerreiro de Dubhe passa pelo seu adversário e pára atrás dele

Aquela energia teria matado qualquer pessoa comum, e ferido gravemente qualquer guerreiro, mas Siegfried está apenas em silencio, até que se vira com uma energia verde em sua mão

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Siegfried:ODIN SWORD (ESPADA DE ODIN)

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Siegfried faz um circulo com seu braço, e uma argola de energia verde surge. A partir desta uma coluna de energia verde se manifesta e voa até Fimbul, este se vira e usa sua espada para cortar a torre de energia ao meio, assim esta passa pelos lados dele

O guerreiro de Nidhogg está confuso

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Fimbul: Não entendo…porque minha espada não o feriu? Ela deveria ser capaz de passar…

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Siegfried completa, aquela sequencia de ataques tinha o feito recobrar seu senso pleno

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Siegfried: Passar minha defesa? Sim, talvez a espada lendária dada ao meu ancestral, pudesse fazer isso… Mas eu ouvi dizer que há muito tempo Odin reduziu o poder desta espada, porque acreditava que ela era muito poderosa para os humanos… acho que por isso sua espada não é poderosa o suficiente para  me ferir!

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Fimbul sabia que Balmung tinha perdido seu poder pleno há muito tempo, mas ainda acreditava que ela poderia cortar a proteção de Siegfried. O guerreiro tinha perdido sua vantagem, mas estranhamente sorri

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Fimbul: Hum…acho que vai ser melhor assim não? Agora podemos lutar de igual para igual.

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Siegfried não entende

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Siegfried: Como assim de igual para igual? Eu ainda tenho minha defesa lendária, o que pretende fazer, me atingir no meu ponto fraco?

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Fimbul dá um suspiro

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Fimbul: Ham…Pensei que você me conhecia melhor Siegfried. Usar seu ponto fraco para vencer seria o jeito mais fácil, mas não é o mais obvio! É como invadir um castelo, existem basicamente duas formas: A primeira é investir contra o portão tentando atravessá-lo ou quebrá-lo e a segunda seria procurar uma passagem secreta e usá-la para entrar. A segunda forma pode ser a mais fácil, mas eu prefiro muito mais investir com tudo pela “porta da frente”!

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Siegfried, demora um pouco para entender a idéia…Se ele estivesse interpretando certo, o que Fimbul pretendia era burrice, talvez loucura!

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Siegfried: Está dizendo que pretende quebrar a minha defesa? Mas isso nunca foi feito! É impossível!

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Fimbul sorri

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Fimbul: Siegfried… você deveria saber que existe uma grande diferença entre o quê é impossível e o quê nunca foi feito, e pelo que me lembre quebrar sua defesa não é uma coisa nem outra!

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Siegfried lembra-se a que Fimbul se refere, um momento vergonhoso de seu passado, mas o mesmo momento deveria ser glorioso para o guerreiro de Nidhogg

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Siegfried: Aquilo foi um acidente! Minha defesa não estava completamente desenvolvida!

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Fimbul: Será mesmo Siegfried?

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Siegfried se enfurece com a provocação de Fimbul, estava cansando daquela teimosia idiota

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Siegfried: Ora seu….idiota teimoso!

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Siegfried investe contra Fimbul e este se defende, a luta recomeça ambos se golpeiam varias e varias vezes, porém sem muito sucesso, a luta está muito igualada. Eles voam para baixo e correm ilogicamente pela água, Siegfried atira um raio de energia verde contra Fimbul, porém este escapa voando para cima, depois envolve sua espada com chamas e dá um golpe vertical contra seu adversário, que afasta e esquiva do golpe e depois investe sua garra contra o guerreiro de Nidhogg, que esquiva para o lado.

Eles continuam a luta passando por todas as ilhas, passam pela ilha da água onde lutam em meio à lama enquanto uma garotinha observa. Passam pela ilha da terra onde as árvores tentam expulsa-los para longe, Reginleif a Wave Nikr da Terra os observa . Depois voam e passam por uma ilha escura e destruída, onde as sombras reclamam com sua presença e uma guerreira negra observa da escuridão. Passam pela ilha do fogo onde Hrist a Wave Nikr do Fogo pára seu treino para observar a grande luta.

Neste lugar Fimbul se afasta um pouco para usar um ataque, as escamas da sua armadura voam e começam a girar na sua frente, formando um circulo.

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Fimbul: FIRE GATE(PORTAL DE FOGO)

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Fimbul envolve sua mão direita de chamas e dá um soco no meio do circulo, um raio de fogo se manifesta a partir deste e vai na direção de Siegfried

O guerreiro de Dubhe se protege contra o raio de fogo cruzando suas garras na frente de seu corpo, o golpe é tão forte que o empurra para trás, mas ele resiste

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(Siegfried): Que idiota… Eu sei muito bem qual é ponto fraco deste golpe!

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Siegfried segura o raio de fogo com seu braço esquerdo enquanto estende o dedo indicador da mão direita, este começa emitir um brilho verde

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Siegfried: ODIN SWORD (ESPADA DE ODIN)

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Siegfried lança um raio verde a partir de seu dedo indicador, que vai até o circulo de fogo de onde o raio de Fimbul está saindo, então pára neste local. Siegfried gira seu braço direito e o raio verde o acompanha, formando um circulo verde em volta do circulo de fogo. Tudo isso acontece muito rápido, quando Fimbul percebe, é tarde demais

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(Fimbul): Droga!

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A partir do circulo verde um raio surge bem na frente de Fimbul, não há como escapar! O guerreiro é atingido pelo golpe e é jogado para trás. Siegfried voa na direção de Fimbul e então estende os dois braços, cada um de seus dedos começa a emitir um brilho verde

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Siegfreid: SWORDS GLOBE (GLOBO DE ESPADAS)

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De cada um dos dedos de Siegfried surge um raio verde, todos vão até Fimbul e formam dez círculos de energia a sua volta, assim uma esfera de círculos se forma em volta do guerreiro. De cada um deles surge um raio que vai à direção do centro, atingindo assim Fimbul. Uma grande explosão ocorre e um grito de dor pode ser ouvido

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Fimbul: AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!

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Quando a luz da explosão se dissipa, Fimbul ainda flutua no ar, está muito ferido, quase desmaiando, porém antes que caia no chão, Siegfried voa o pega ar e começa a subir segurando-o junto a seu corpo

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Siegfried: Sei que não vai desistir Fimbul, por isso eu vou tirar sua consciência para que não possa mais se levantar!

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Siegfried voa até as nuvens e depois, da à volta e começa a mergulhar de cabeça em direção à ilha do relâmpago, Gunnr a Wave Nikr do relâmpago  olha para o míssil vindo na sua direção completamente impressionada . Porém neste momento Fimbul parece voltar a si

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Fimbul: Desculpe Siegfried…

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Siegfried: O quê?

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Fimbul: Mas não posso deixar você fazer isso! NIDHOGG WINGS (ASAS DE NIDHOGG)

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As asas da armadura de Fimbul são envolvidas completamente por chamas, depois estas crescem e formam duas asas de fogo, com um bater destas asas um grande vento de fogo é liberado, jogando Siegfried para longe de Fimbul. Os dois então param no ar e avançam um contra o outro. Quando se chocam, uma grande explosão ocorre. Um raio laranja sai da explosão e voa até a ilha do vento, onde cai no chão e levanta muita terra, quando está se dissipa pode-se se ver que o raio na verdade se tratava de Fimbul, que agora está caído no chão, aparentemente desacordado. Enquanto isso Siegfried está parado no mesmo local da colisão, ele dá um suspiro

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Siegfried: Ham…por Odin, Fimbul, porque será que você nunca entende?

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Sorha a Wave Nikr do vento Leste vai até o local da queda de Fimbul, para ver como ele está. Porém quanto chega lá se surpreende, o guerreiro estava se levantando. Impressionada, não deixar consegue de dizer

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Sorha: Fimbul…como é possível?

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Fimbul não escuta a Wave Nikr que lutou com ele. Sua percepção está muito diminuída e está muito focado em Siegfried. Seu corpo está num estado deplorável, sua armadura possui varias rachaduras, o elmo já está quase se partindo e as asas estavam quebradas, um dragão que não podia voar era um dragão condenado. Sangue escorre por baixo da armadura, seu braço direito que estava desprotegido, por causa da sua tentativa de quebrar a barreira de Aegir, estava sagrando e muito. O guerreiro se apoiava na espada, pois suas pernas estavam fracas demais para suportar seu peso. Sangue sobe até sua garganta e ele tosse, pega o sangue com a mão direita, depois disso sorri

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(Fimbul): Que sensação é esta? Não é de medo, nem de raiva….não sei o que é, mas não parece ser ruim….só sei que não posso desistir

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Está é a única coisa clara na cabeça de Fimbul. Não podia desistir! Tinha que mostrar a Siegfried que havia outro jeito!

Siegfried percebe que Fimbul estava se levantando

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Siegfried: Fimbul pare seu esforço é inútil! Nem a sua armadura agüenta mais!

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Fimbul não pára de sorrir

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Fimbul: Ham…Siegfried você deveria saber…minha armadura é como eu! Não desiste nunca!

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Dizendo isso Fimbul se envolve de chamas, a armadura brilha e começa a se reconstruir, com se alimentasse da chamas, o metal místico da veste começa a aumentar e se reconstruir, as asas quebradas, voltam a ficar grandes e belas, o elmo que estava quase entrando em colapso volta a se estabilizar, o braço direito volta a ter uma proteção, as demais rachaduras e falhas desaparecem. Ao final a chama se esvai e Fimbul volta a segurar a espada com duas mãos, cambaleia, a armadura podia estar concertada, mas seu corpo não…mas isso não era desculpa.

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Enquanto isso, no céu tempestuoso do Vanaheim, um buraco redondo se abre em meio às nuvens, um portal negro parece surgir  no meio do buraco, este custa a ficar aberto é como se mundo inteiro estivesse rejeitando sua existência. Mas mesmo assim a anomalia negra se mantém aberta tempo suficiente para um raio cor de rosa passar por ele e cair na ilha central, ignorando o escudo que a cobria.

Na ilha norte uma guerreira fria olha para céu com um sorriso maligno, seus olhos estavam com as escleras negras enquanto a Iris se mantinha na cor do gelo do norte que sempre teve, olhando fundo nos seus olhos, podia-se perceber que estava sofrendo, contradizendo o sorriso. Uma sombra negra e maligna a envolvia, a acolhia como num abraço, pedindo que desistisse que se deixasse levar, iria ser melhor assim… Porque adiar o inevitável? Logo ela estaria como sua irmã…ou será que já estava? Driffa de Nevasca Norte não parecia se preocupar, aliás, ela não expunha nenhuma emoção. Todos seus sentimentos eram de outra pessoa, eram daquele que a controlava, aquele estava arquitetando tudo, que estava agindo nas sombras influenciando a tudo e a todos. Tudo estava a seu favor, tudo estava como ele tinha planejado… Nada nem ninguém poderia interferir.

Por isso e por muitas outras coisas Loki sorria através de Driffa, não precisava mais se esconder, não era mais necessário, o quê tinha acabado de fazer só mostrava que seu poder estava absoluto neste mundo… tinha trazido alguém para este local, o raio cor de rosa que tinha caído na ilha central era a prova disso

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(Loki): HuHu…quero ver como vai reagir a isso, minha querida traidora

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Loki ri através de Driffa, o prazer era enorme e nada poderia estragá-lo. Neste momento um guerreiro com uma armadura negra e um cosmo gelado se aproxima dele

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Guerreiro: Sabia que a era você, maligno!

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Loki faz Driffa se virar para o guerreiro, e fala através das palavras dela

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Driffa: O que veio fazer aqui Dimitri? Quer se juntar a mim novamente?

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Esta é uma das únicas vezes que Hugin deixa seus sentimentos transparecerem, sua raiva era muito grande para continuar guardada, seu cosmo gelado queima expondo seus sentimentos

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Hugin: Nunca Loki! Eu estou aqui para salvar Driffa…para retribuir o que ela fez por mim!

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Hugin e Driffa estão frente a frente mais uma vez, mas desta vez eles são inimigos, porém ao mesmo tempo são aliados. Duas auras começam a se manifestar no local, uma é branca e a outra é negra, porém ambas são frias

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Sorha está impressionada com o que aconteceu com Fimbul. Não podia entender como a armadura do guerreiro pôde se reconstituir a partir do fogo…era como se ela fosse feita….

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(Sorha): É como ela fosse feita da mesma liga que as nossas, era como se fosse feita de Elemsteel!

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Na torre onde Njord e Munin estavam observando a luta. A guerreira estava igualmente surpresa, mas o deus não parecia estar… Como se soubesse o porquê da estranha reconstituição da armadura. Ao perceber isso ela o questiona

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Munin: Senhor Njord… o senhor sabe o que aconteceu com a armadura do Fimbul?

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Njord dá um suspiro e fecha seus olhos por um tempo… depois olha para Munin e responde

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Njord: Sim, eu sei por que a armadura conseguiu se reconstituir a partir do fogo. A armadura de Nidhogg foi feita depois a guerra entre Vanir e Aesir, naquela época os dois grupos estavam enfrentando um inimigo comum… Loki. Nós estávamos desfalcados, poucas Wave Nikr tinham renascido, assim como o clã de Odin, que possuía poucos guerreiros deuses vivos… Depois de um evento que poderia ter mudado toda a história, a armadura de Nidhogg foi forjada. Precisávamos que ela fosse poderosa… Mais forte que qualquer outra veste mortal por isso foi forjada misturando Mithrill com Elemsteel. Assim pode se reconstruir parcialmente a partir do fogo, o seu elemento, mas nunca poderia reviver, ou seja, se reconstituir a partir de pequenos pedaços. Precisaria de Mithrill para isso. Mas mesmo assim, Fimbul não pode recobrar suas forças usando isso, ele ainda está em séria desvantagem

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Munin sorri.

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Munin: Eu não acho… Ele é muito idiota para desistir quando não tem chances de vencer… Ele sempre luta até encontrar uma maneira de vencer

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Njord percebe que a guerreira estava falando isso com um sentimento misto de admiração e preocupação… Então se lembra, Fimbul conseguiu quebrar a barreira de um deus, só para salva-la. Só um sentimento poderia justificar tal loucura

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Njord: Você parece conhecê-lo muito bem, saberia me dizer como ele pretende convencer Siegfried

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Munin ainda sorri, ainda confia em seu amado, mas no fundo não consegue deixar de ficar preocupada

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Munin: Sim senhor…acho que ele pretende fazer algo impossível, só assim vai provar o quer.

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Njord: Mas o quê ele quer provar?

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Munin sorri

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Munin: Que ainda existe esperança, que ainda possível dar um jeito

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Siegfried olha para Fimbul enquanto este voa até sua altura, não pode deixar de se impressionar com o que seu adversário acabou de fazer… Não esperava que a armadura fosse tão teimosa como o dono… Mas já devia esperar por isso, Fimbul iria morrer, antes de desistir! Esta era a maior qualidade e o maior defeito dele

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Siegfried: Fimbul eu sei que não quer desistir, mas não percebe que isso é inútil. Minha defesa me dá uma vantagem sobre você, mesmo que possa reconstituir sua armadura, não pode recobrar suas forças. E ainda você não quer usar meu ponto fraco para vencer…. Não vê que o que esta tentando fazer é impossível!

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Fimbul sorri

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Fimbul: Exatamente… Assim como é impossível salvar Hilda depois que a crise acabe não é?

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Siegfried fica confuso

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Siegfried: O quê quer dizer?

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Fimbul segura sua espada com as duas mãos e aumenta seu cosmo

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Fimbul: Eu vou te provar Siegfried… Eu provar que quebrar sua defesa é tão impossível quanto esperar para salvar a Hilda! Assim que eu te mostrar isso, você vai entender minhas palavras… Eu lhe prometo que salvaremos Hilda só peço que espere um pouco!

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Siegfried percebe que este era o plano de Fimbul desde o inicio. Ele queria fazer algo impossível, só assim provaria o quê queria. Uma idéia ingênua, quase infantil… Mas isso era a cara dele. Desde que eram crianças Fimbul sempre tentava provar o que queria por raciocínios simples… Porém lógicos. Mas o guerreiro de Dubhe sabia que desta vez seu adversário estava errado! Era impossível quebrar sua defesa! E era impossível esperar para Hilda! Sentia o espírito dela sofrendo cada vez mais e dentro de seu ser  sentia uma dor imensa que quase o deixava sem respirar… Tinha vindo muito longe para se deixar convencer por uma idéia tão simples e tão idiota!

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Siegfried: Muito bem Fimbul, tente! Talvez depois disso você me entenda!

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Fimbul aumenta mais ainda seu cosmo, sua aura laranja é grandiosa e teimosa assim como ele

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Fimbul: Eu digo o mesmo!

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Os dois aumentam seus cosmos, a cada respiração dos guerreiros as auras quente e gélida aumentam.  Dragões surgem atrás de ambos e rugem. Duas feras titânicas prontas para se enfrentar um combate que decidirá suas vidas. Fimbul levanta sua pesada espada, seus braços estão trêmulos, porém determinados, as escamas de sua armadura começam a girar na sua frente enquanto se evolvem se chamas formando um círculo de fogo, onde a energia aumenta  e se acumula a cada nova volta. Siegfried retrai seus braços, ventos poderosos começam a se concentrar em seus punhos e relâmpagos de energia saem deles rasgando os céus. Ambos estão prontos, ambos não podem perder! E ambos sabiam que resumia nisso

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(Fimbul): Vamos lá Fimbul só mais um pouco! Só mais um pouco! Cosmo eleve-se  ao máximo! Me deixe fazer isso! Me deixe fazer um milagre mais uma vez! Não é só por mim que estou lutando! Estou lutando por meus amigos, pelo meu deus, pelo meu mundo e por aquela que eu amo! Todos dependem de mim! Por favor não me deixe decepcioná-los!

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Fimbul: GATE BREAK (QUEBRA DO PORTAL)

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(Siegfried): Tenho que vencer! Tenho mostrar a ele que está errado! Eu prometi ao meu pai! Prometi a Hilda! E prometi a mim mesmo!…Não posso deixar ninguém morrer!

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Siegfried: DRAGON BREATH BLIZARD (VENDAVAL DO DRAGÃO)

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Fimbul golpeia seu circulo de fogo com sua espada e uma lamina de fogo, impulsionada por todas as chamas acumuladas rasga o céu. Ao mesmo tempo Siegfried projeta seus braços e dois vendavais em forma de dragão voam para atacar Fimbul. Os vendavais se juntam formando uma barreira aparentemente intransponível, porém a lâmina de chamas a corta ao meio e continua a rasgar o céu. O vendaval volta a ser dois e ambos se chocam com Fimbul, quase ao mesmo tempo em que a lâmina de chamas se choca com Siegfried

O guerreiro de Nidhogg voa para longe

A lâmina ainda força contra o peito de Siegfried tentando atravessá-lo, raios de energia são lançados aleatoriamente por causa da pressão, a força é muito grande, mesmo assim parece impossível quebrar a defesa lendaria, o guerreiro parece estar seguro, mas….

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????:  GGGGRAAAAU!

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Gritos de uma fera podem ser ouvidos, mas Siegfried não sabe de onde vem, até que percebe que estão vindo de sua proteção! O sangue do dragão parece estar sofrendo! Não é possível entender o porquê disso ou como está acontecendo.

Do nada, sons quebradiços podem ser ouvidos, rachaduras douradas começam a surgir o peito de Siegfried a partir da lamina de Fimbul que ainda pressiona contra a defesa. As rachaduras se alastram por todo o corpo do guerreiro, sua defesa lendária está entrando em colapso!

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Siegfried: Impossível!

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????: Não…

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Siegfried reconhece a voz de Fimbul dentro de sua mente

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Fimbul: … Apenas, nunca foi feito!

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Defesa se quebra a lamina atravessa Siegfried , um grande corte surge em seu peito e seu abdômen, porém não há sangue a lâmina de fogo cauterizou o ferimento ao mesmo tempo que cortava.

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Siegfried: AAAAAAAAHHHHHH!!!!GGGGGRRRRAAAUUU!!!

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Siegfried sente dor vindo de todo seu corpo como nunca havia sentido e de onde há muito tempo não sentia. Um rugido de sofrimento surge do fundo de seu espírito e se manifesta a partir de sua boca. Um grande clarão dourado se alastra por tudo, e no centro disso só é possível ver o guerreiro de Dubhe, um  estrondo é sentido por todos do Vanaheim, todos só conseguem olhar para Siegfried… Impressionados

O guerreiro de Dubhe cai no chão da ilha do vento. Enquanto isso Fimbul se levanta na mesma ilha, ao longe pode ver onde seu adversário caiu.

O corpo do guerreiro de Nidhogg estava muito ferido, sua armadura o protegeu e muito! Mas o ataque que recebeu era muito forte, mesmo dividido ao meio. Qualquer outro guerreiro teria desistido há muito tempo, mas Fimbul ainda precisava manter-se de pé! Precisava mostrar que tinha vencido! Por isso da um sorriso ofegante

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Fimbul: Entendeu agora….. Siegfried?

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A voz do guerreiro de Dubhe surge em sua mente

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Siegfried: Sim, Fimbul eu entendi.

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Fimbul fecha seus olhos… Agora podia descansar, tinha cumprido sua missão… Porém

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Siegfried: …..mas

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Fimbul abre os olhos de surpresa enquanto vê Siegfried se levantando. O guerreiro de Dubhe está envolvido por uma aura dourada

Siegfried tinha entendido, tinha entendido que talvez Fimbul estivesse certo… Mas não podia aceitar, depois de tudo que enfrentou seria derrotado por uma idéia tão simples? Não! Não podia desistir ainda não estava satisfeito ainda não tinha dado tudo de si, tinha perdido sua honra e sua defesa, mas ainda não tinha perdido seu ultimo trunfo e ainda não tinha perdido o que lhe era mais importante, não tinha perdido sua ligação com Hilda!

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Siegfried: Mas… Eu não posso aceitar isso! Assim como não posso aceitar que me venceu por ter quebrado minha defesa!Não se trata de Lógica!

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Siegfried firma seus pés no chão

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Siegfried:…Não se trata de Dever! De Honra! Ou de mesmo do que é Certo!

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Siegfried levanta sua cabeça, sangue escorre pela sua testa, seus olhos expressam a mais pura determinação. Sua aura dourada começa a rugir

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Fimbul sorri… ele já tinha estado numa situação parecida e já tinha ouvido isso, mas desta vez os papeis estavam invertidos

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Siegfried: Se trata de quem EU SOU!

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Fim do Capitulo 37

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