Prólogos- Capitulo 38

Capitulo 38: Duelo de Dragões

.

Prólogo 1: Se trata de quem eu sou!

.

Passado há 13 anos———————————–

.

Dois meninos de aproximadamente sete anos estão num campo de neve, rodeado por muros altos e próximo a um castelo. Aquele era o “jardim” do palácio Valhalla, onde residiam os governantes de Asgard, a terra sagrada dos nórdicos, o local que fazia a ligação com o reino dos deuses, a Asgard verdadeira. Nesta terra fria que não via a luz do sol, viviam alguns dos candidatos a guerreiros deuses, os defensores dos povos nórdicos. Infelizmente por causa de um recente conflito com um deus grego, o número de Spirithrills(1), as vestes sagradas destes guerreiros, havia diminuído consideravelmente, as sete vestimentas da guarda de Odin estavam lacradas por uma maldição do deus grego dos mares. Uma maldição que só poderia ser quebrada pelo próprio deus, o qual estava adormecido e lacrado por um selo de outra deusa grega. Mesmo assim acreditava-se que quando fosse necessário estas armaduras voltariam a proteger Asgard

Os dois garotos eram de famílias muito tradicionais de Asgard, ambas tinham guardado a posse de duas vestes sagradas, por muitas gerações. Porém infelizmente nenhuma das crianças tinha perspectiva de usar estas armaduras um dia. Um deles se chamava Siegfried, cuja família guardava a posse da poderosa Spirithrill de Dubhe que atualmente estava lacrada. O outro se chamava Fimbul, o irmão mais novo do poderoso guerreiro de Nidhogg Ogen e que, portanto não poderia ficar com esta veste a não ser que o irmão morresse.

Siegfried estava olhando para seu adversário com certo ar de superioridade, suas roupas de treino estavam sujas, sua camisa bege possuía alguns rasgos, sua calça azul clara estava cheia de neve, suas botas e proteções de couro possuíam algumas marcas, acusado seu tempo de uso considerável. Porém, mesmo com estas marcas nas vestimentas o garoto não possuía nenhum arranhão

Por outro lado Fimbul estava acabado, suas pernas protegidas por calças pretas estavam tremendo, sua camisa laranja já rasgada expunha seu peito ofegante e usas proteções de couro preto já não escondiam seus hematomas e cortes. O garoto estava muito machucado seus membros estavam sagrando, com se tivessem batido inúmeras vezes em algo muito duro. Seu braço esquerdo já estava inutilizável, os ossos estavam quebrados, por tentar defender um chute. O braço direito também não estava nas melhores condições possuía vários cortes e hematomas. Seu rosto também estava roxo, sangue escorria pela boca e nariz. Mesmo assim o garoto não parecia querer desistir, mostrava uma face preocupada e séria, mas ainda com alguma energia

.

Siegfried dá um suspiro, estava cansado desta troca de golpes inútil

.

Siegfried: Fimbul, eu não sei por que você ainda insiste. Nós podíamos estar no mesmo nível até pouco tempo, mas agora que meu pai faleceu e me passou a defesa lendária de meu ancestral. Eu não sou mais um bom parceiro de treino para você, tudo que vai conseguir comigo é se machucar. Porque você não treina com alguém com um nível semelhante ao seu, como o Hagen?

.

Fimbul olha para baixo e empurra a neve com os pés para firmá-los no chão. Depois olha para seu braço quebrado, pensa em como foi idiota em não esquivar daquele chute, mas agora não era hora de ficar reclamando. Então olha para seu adversário

.

Fimbul: Siegfried você sabe muito bem que gosto de um desafio, o quê eu poderia tirar de bom ao lutar com o Hagen? Eu já conheço todos os golpes dele e ele os meus, diga-se de passagem. Mas treinar com você sempre foi mais desafiador, você sempre foi melhor do que eu e por isso mesmo quando perdia, me sentia bem se pelo desse um pouco de trabalho a você. E agora com esta sua nova defesa, tudo se torna mais interessante, ela é tão eficiente que se eu conseguir encostar em você já será uma imensa superação para mim, e uma grande conquista, por isso treinar com você me dá muito mais satisfação.

.

Siegfried já estava começando a ficar irritado, aquilo não era um treino, era uma sessão de pancadas! Fimbul já tinha levado muitos golpes, para sequer pensar numa estratégia minimamente útil, era obvio que todas as forças dele estavam concentradas em mantê-lo de pé. Por que será que não percebia que já tinha perdido está luta mesmo antes dela começar?!

.

Siegfried: Desde que esta luta começou, tudo o que você fez foi apanhar de mim! Diga-me o quê você pretende alcançar com isso?

.

Fimbul enche seus pulmões e começa a avançar contra Siegfried

.

Fimbul: Isso você vai ver quando eu acabar!

.

Fimbul tenta acertar o rosto de Siegfried com um soco com o braço direito, porém este defende o golpe com muita facilidade segurando o punho do adversário. Depois se abaixa e dá uma cotovelada no abdômen do garoto de cabelos azuis, ao mesmo tempo em que puxa o braço deste tornando o impacto muito maior e fazendo o adversário cair no chão cuspindo sangue.

Siegfried se vira e começa a se afastar. Fimbul ainda está acordado no chão, o gosto de sangue preenchia toda sua boca, queria descansar mais do que tudo, mas não podia… Não queria decepcionar a si mesmo, se não conseguisse agüentar a isso, como poderia ser um guerreiro deus um dia? Como poderia ajudar seu irmão e seu país? Como poderia ser útil? Um calor de dentro de seu ser começa a preenchê-lo, uma aura laranja envolve seu corpo e o aquece, algo dentro dele lhe incentiva, lhe dá forças para se levantar… Podia até perder agora, não importava, só não podia desistir, não importava quantas vezes ele tivesse que perder, um dia ele ia superar Siegfried!… Um dia ele iria superar seu irmão!

.

Fimbul: Siegfried espera!

.

Siegfried vira-se e se surpreende, não por Fimbul levantar, a teimosia daquele idiota não tinha limites, mas sim pelo cosmo que este estava mostrando. A aura laranja do garoto rugia como um dragão raivoso e pulsava ficando cada vez maior.

.

Siegfried: Fimbul por que…

.

Fimbul responde antes mesmo de ouvir a pergunta inteira

.

Fimbul: Porque estou fazendo isso? Siegfried eu sou o segundo filho da minha família, eu só vou conseguir a armadura de Nidhogg se meu irmão morrer e nunca que vou desejar isso! Mas eu ainda quero ser um guerreiro deus, ainda quero proteger Asgard ao lado de meu irmão, ainda quero ajudar os seres daqui e o único jeito de eu fazer isso, é conseguir o meu posto por mérito próprio! E para isso eu tenho que provar aos deuses que sou capaz! Tenho mostrar que para eles e para mim mesmo que sou forte para me levantar sempre que for necessário! Tenho que provar que posso fazer coisas que nunca foram feitas! Provar que posso fazer o impossível! E se é impossível vencer sua defesa… É exatamente isso que eu tenho que fazer! E não vou me dar por satisfeito enquanto não conseguir!

.

Siegfried estava sem palavras, aquilo era loucura! Este era o verdadeiro objetivo de Fimbul, ao começar a luta? Ele acreditava mesmo que poderia quebrar a defesa lendária? De súbito percebe… A questão não era se Fimbul acreditava se aquilo era possível ou não… A questão era que na cabeça daquele garoto teimoso aquilo era algo que ele tinha que fazer!

.

Fimbul: Entendeu Siegfried? Não se trata de lógica!

.

Fimbul firma seus pés no chão, sua aura cresce e começa a tomar forma de um dragão

.

Fimbul:…. Não se trata de Dever! De Honra! Ou de mesmo do que é Certo!

.

Siegfried está paralisado, nunca se sentiu assim, nunca tinha sentido está sensação que fazia seu corpo tremer e sua mente duvidar de tudo! Nunca tinha sentido este frio vergonhoso que agora subia sua espinha! Seu pai havia lhe ensinado a superar-lo, a deixar-se levar por ele! Mas todos os ensinamentos pareciam ter desaparecido, enquanto aquela sensação tomava seu corpo. Nunca tinha sentido…aquele pensamento volta a sua mente!… Nunca tinha sentido este medo!

.

Fimbul:….Se trata de quem EU SOU!

.

A aura em forma de dragão de Fimbul para de pulsar e começa a emitir um intenso brilho laranja, seus olhos adquirem a mesma luz, o sangue que cobre todo seu corpo começa a brilhar da mesma cor que seu cosmo, o líquido parece se reunir em volta do punho direito do garoto, fazendo o membro recobrar suas forças!

.

Siegfried: Mas o que é isso? O que é este poder?

.

Fimbul salta e avança contra seu adversário paralisado, com seu punho direito coberto por sangue e cosmo soca o rosto de Siegfried. Um estrondo pode ser ouvido! As árvores tremem e pássaros voam assustados. Uma menina de cabelos da cor do gelo observa a cena ao longe… Ela também fica paralisada! Muito longe dali um guerreiro vestindo uma armadura de dragão laranja, pára de voar e olha para sua terra natal, dá um pequeno sorriso e volta a ir para aquela que seria sua ultima missão

Voltando ao jardim de neve. Fimbul cai no chão desmaiado… Enquanto um pequeno fio de sangue escorre pela boca aberta de Siegfried

.

Fim do Prólogo 1

.

.

Prólogo 2: Uma dívida escrita no frio

.

Passado há 3 anos————————————

.

(Hugin): Isso não é natural!

.

Uma onda gigantesca de neve se propagava pelas montanhas de Asgard, consumindo tudo em seu caminho, Hugin de Corvo Direito observava o fenômeno com certa apreensão. Aquela avalanche era muito estranha,parecia mudar de direção quando bem entendesse, aumentava sua força e seu tamanho enquanto descia, parecendo alimentar-se da neve! E, além disso, parecia querer ir na direção dos seres vivos, todos os animais atingidos por ela se tornavam gelo puro! O guerreiro de Odin averiguava tudo de longe, ainda estava na sua forma de corvo, para não chamar a atenção e quem quer que estivesse controlando aquilo. Podia constatar que não se tratava de uma pessoa, seu poder de ler os pensamentos não tinha detectado ninguém na área, não era também um deus, a avalanche emitia certo cosmo, que apesar de grande, era fraco comparado ao de um deus. Só restava uma alternativa:

.

(Hugin): Deve ser algum espírito da neve. Um ser que não possui corpo físico, mas consegue controlar fenômenos da natureza

.

Independente do que fosse aquilo deveria ser parado, estava se aproximando de uma aldeia e poderia causar muitas vitimas… Não havia tempo de pedir ajuda, Hugin teria que fazer isso sozinho. O corvo de olhos azuis começa a voar até passar da avalanche, então toma a forma humana e pousa se colocando no caminho da grande onda de neve

Hugin aumenta seu cosmo uma aura branca começa a rodeiá-lo, o guerreiro então junta as mãos ao corpo e fecha os olhos se concentrando ao máximo enquanto a onda de neve vinha em sua direção

.

Hugin: FROSTY INTERIOR (INTERIOR GLACIAL)

.

A aura cósmica que o envolvia congela-se, prendendo o guerreiro num esquife de gelo em forma de chama. Começam a surgir rachaduras no gelo e de súbito a chama de gelo entra em colapso e explode soltando pedaços de gelo pra todas as direções. No centro desta explosão surgi Hugin, seu corpo está coberto por uma fina camada de gelo e sua respiração é fria como um vento ártico.

.

(Hugin): Agora que congelei meu cosmo, posso parar esta avalanche, quando ela engolir meu gelo cósmico vou fazer com que ele volte à forma normal, conseqüentemente ele vai explodir dentro da onde de neve, isso deve parar a avalanche e me revelar o quê a está controlando

.

A avalanche estava a 10 metros de distancia de Hugin. O guerreiro então forma uma grande bola de gelo cósmica, acima de sua cabeça e a lança contra a onda de neve.

Uma grande boca feita de neve parece surgir no meio da avalanche, então está pega a grande bola de gelo cósmico e a consome por completo de uma vez só, então a onda de neve continua seu caminho e está prestes a engolir Hugin quando este projeta seu punho direito fechado para frente e então o abre, ao mesmo tempo que fala

.

Hugin: Agora! COSMO EXPLOSION (ESPLOSÃO CÓSMICA)

.

Algumas áreas dentro a avalanche começam a emitir um brilho branco, depois estas explodem espalhando muita neve para todos os lados, a explosões são tão gigantes que fazem a onda de neve sumir de uma hora para outra.

Hugin não perde a seriedade com a aparente vitória. Em vez disso olha para onde costumava ser o centro da avalanche, para tentar encontrar o espírito que deveria estar controlando-a

.

Hugin: Mas o quê?

.

No centro da destruição parece não haver nada, porém de súbito Hugin ouve um, por um segundo na sua frente parece surgir um fantasma em forma de um cão que desaparece tão subitamente quanto surgiu. O guerreiro de Odin logo entende o que aquilo quer dizer, o que lhe deixa apreensivo

.

(Hugin): Droga…… isso não é um espírito qualquer…isso é…

.

Hugin interrompe seu pensamento, consegue ouvir mais um uivo que manifesta como uma grande rajada de vento. A neve que cobre seus pés começa a tremer, de súbito 9 grandes colonas de neve surgem por toda sua volta, Hugin tenta voar, mas a neve envolta de seus pés o envolve e começa a sugar sua energia. Enquanto suas forças se esvaem as colunas de neve a sua volta começam a fechar como se fossem os dentes de uma grande boca. Então uma delas cresce ficando acima de todas as outras, começa a mudar de forma adquirindo as feições de uma cabeça canina, que olha para Hugin e começa a rosnar

.

(Hugin): Não é possível, está é a manifestação do espírito cão do submundo, Garm(1)!

.

A cabeça de neve abre a boca e desce para engolir Hugin, tudo parece estar perdido, não há como escapar! O cosmo do guerreiro não quer aumentar! E está preso! Porém segundos antes do guerreiro ser engolido pelo devorador de mortos, um buraco surge no meio de uma das colunas de neve, então o quê parece ser um anjo branco voa para dentro da cúpula e agarra o guerreiro, salvando-o da morte certa! E voando para longe!

Hugin ainda está atordoado, mas consegue ver quem é seu salvador. Trata-se de uma guerreira com uma armadura azul clara com detalhes brancos, que possui duas grandes asas que parecem ser feitas por cristais de gelo. Possui uma longa cabeleira prateada e olhos azuis claros como duas estrelas do norte. Sua expressão é mais fria ainda do que a dele. O guerreiro não a reconhece, mas sabe o quê ela é por causa da armadura, que parecia feita de um misto de metal e gelo, uma combinação única que só uma Disgae poderia ter

.

Hugin: Você é uma Wave Nikr

.

A Wave Nikr faz um sinal positivo com a cabeça e pousa com Hugin numa montanha próxima, o local era bem alto e era possível ver o campo de neve onde a explosão cósmica de Hugin ocorreu. A avalanche estava voltando a se formar e a ir em direção a aldeia

Hugin aproxima de sua salvadora, ainda está muito fraco, mal consegue andar, mas graças a ela estava vivo!

.

Hugin: Obrigado…

.

A Wave Nikr nem olha para Hugin, ela simplesmente fica de costas para ele e observa a avalanche se formar

.

Wave Nikr: Você deveria tomar mais cuidado guerreiro de Odin.

.

Hugin percebe que foi um tanto descuidado, mas aquele monstro tinha o surpreendido, tudo aconteceu muito rápido, para ter tempo de reagir

.

Hugin: Tem razão…é que ainda não sou muito experiente

.

A Wave Nikr não exibe qualquer reação com as palavras de Hugin, é como se ele nem estivesse lá. Logo percebe que inútil perguntar o nome dela, por isso usa seus poderes mentais para vasculhar a mente dela. Não consegue ver muita coisa, todos os pensamentos dela pareciam estar congelados, mas consegue descobrir um nome: Driffa de Nevasca Norte.

.

Hugin: Você é Driffa de Navasca Norte, certo? Eu sou Hugin de Corvo Direito. O quê está fazendo aqui?

.

Ainda sem demonstrar nenhum sentimento Driffa responde

.

Driffa: Gostaria que não lesse minha mente sem permissão guerreiro…Eu estou aqui porque meu mestre Njord me pediu para impedir este monstro, ele disse que eu seria a única capaz de fazer isso…Mas e você o quê está fazendo aqui?

.

Hugin era uma pessoa fria, mas mesmo assim não conseguia entender como alguém podia ser tão sem expressão quanto Driffa, ela parecia ser feita de gelo…então se lembra, as Wave Nikr são seres elementais, seus corpos e suas mentes são feitos de seus elementos

.

Hugin: Eu estava fazendo a minha ronda, é meu dever como corvo de Odin, observar os acontecimentos do mundo, para reportá-los ao meu senhor. Mas quando vi esta avalanche estranha…tinha que fazer alguma coisa.

.

Driffa: Agradeça aos deuses por eu estar por perto. Mas agora fique aqui eu vou cuidar deste monstro.

.

Hugin protesta. Será que ela não sabia com o quê estava lidando? Ninguém poderia resolver aquilo sozinho!

.

Hugin: Espere aquilo não é um monstro qualquer, trata-se de…

.

Driffa: Garm o cão do submundo, o guardião do Helheim. Eu sei. Seu espírito que deveria estar lacrado, mas foi solto por uma força desconhecida… Ele se alimenta de almas, por isso deve ter se fundido a neve para consumir os seres mais rapidamente. Não vai parar até saciar sua fome e não acredito que esta tenha algum limite

.

Hugin não tinha tempo de se preocupar como Driffa sabia disso

.

Hugin: Se sabe quem ele é, deve saber que é muito poderoso para você derrotá-lo sozinha!

.

Driffa: Você não pode me ajudar guerreiro, Garm consumiu quase todo o seu cosmo, além disso, a única forma de parar este monstro é separá-lo da neve e lacrar seu espírito novamente, com isso

.

Driffa mostra a Hugin uma pequena urna feita de prata,quase tão branca quanto o gelo, sua superfície estava coberta por runas e possui no centro um selo escrito Skadi

.

Driffa: Este recipiente foi dado a mim por Skadi a deusa do gelo, possui o poder de lacrar espíritos de gelo como Garm. Por isso fique aqui. Você só vai me atrapalhar

.

Driffa não dá tempo para Hugin responder, ela voa na direção da avalanche deixando-o para traz. Quando chega se posiciona na frente da onda de neve e começa a se concentrar.

.

(Driffa): Hora de usar a ajuda que me deram

.

Driffa coloca a urna de Skadi no chão, depois abre os dois braços e pode-se ver que entre seus dedos estão duas pequenas bolas: uma em cada mão. A bola da mão direita é cinza, olhando bem de perto é possível ver que dentro dela existe um verdadeiro vendaval. A outra bola é azul marinho, dentro dela parece existir um oceano.  Driffa começa a recitar um encantamento a cada palavra e faz movimentos coordenados com as bolas

.

Driffa: Pedras elementais do vento e da água me concedam o poder de minhas irmãs, para fortalecer o meu cosmo!

.

As bolas começam a brilhar, deixando pequenos rastros de luz enquanto a guerreira as move.

.

Driffa: Ao leste o vento!

.

Driffa estica o braço direito, apontando-o para a direita, então solta a bola do vento, que fica flutuando no ar e brilhando cada vez mais.

.

Driffa: Ao noroeste a água!

.

Ela então aponta o braço esquerdo para a esquerda e para cima, fazendo um ângulo de 45º graus com seu corpo, depois solta a bola da água, a qual começar a flutuar no ar e a aumentar seu brilho

.

Driffa: Ao norte o gelo!

.

Driffa junta as duas mãos acima de sua cabeça, uma bola de luz azul clara se forma entre seus dedos

.

Driffa: União dos elementos frios!

.

As bolas elementais vão até a bola de luz, então as três esferas começam a girar em torno dos braços de Driffa

.

Driffa: [silver]ELEMENTAL BLIZARD (NEVASCA ELEMENTAL)![/silver]

.

As bolas giram cada vez mais rápido e começam a levantar a neve abaixo dos pés de Driffa, aos poucos se forma um verdadeiro furacão de neve em volta da guerreira, duas vezes mais forte do furacão que ela poderia fazer sozinha. O tornado é muito grande só o seu “olho” possui 100 metros de raio, é tão extenso que impede o avanço da avalanche. Então Driffa aproxima as mãos do queixo somente com os indicadores estendidos, uma pequena aura azul clara começa a circulá-los, com ajuda dos poderes de suas irmãs ela poderia controlar o fenômeno, ao mesmo tempo em que concentra outro golpe.

.

(Driffa): Muito bem, só mais um pouco…droga

.

Driffa sente algo e olha para cima, vendo que uma coluna de neve se formava acima do furacão a sua volta, a ponta da coluna logo adquire a forma de uma cabeça canina e abre a boca, com a intenção clara de atacar Driffa. A guerreira não pode se mexer, manter o furacão ativo e continuar a concentrar a outra técnica exige muito esforço, se ela deixar de concentrar o furacão pode parar e ela seria engolida pela avalanche em volta do fenômeno, e se mover-se pode perder a concentração de cosmo. A cabeça canina parece não ser afetada pelo tornado de neve e começa a avançar contra Driffa, quando esta não tem mais como escapar, a fera de neve é atingida por duas pequenas lanças de gelo que explodem logo em seguida fazendo a cabeça se desintegrar.

.

Driffa: Hugin!

.

O Guerreiro de reaparece e voa para dentro do furacão de neve ficando costa a costa com Driffa

.

Driffa: Hugin, o que esta fazendo aqui?

.

Hugin: Estou lhe ajudando ora? Não importa o que diga você não vai conseguir vencer este monstro, sozinha! Eu vou te proteger! Continue concentrando seu golpe

.

Driffa parece estar pela primeira vez, realmente preocupada com Hugin, o quê a faz sentir certa dor

.

Driffa:Hugh… Mas você esta fraco demais para lutar!

.

Hugin assume uma posição de luta e eleva o pouco cosmo que tem

.

Hugin: Deixe que eu me preocupe com isso. Acabe logo este encantamento!

.

Driffa vê que não tem muita escolha e volta concentrar o cosmo

A coluna de neve volta a surgir acima do furacão, porém desta vez, ela atira vários montes de neve para dentro do fenômeno, estes cercam os dois guerreiros, então começam a se mexer e a mudar de forma, se tornando verdadeiros lobos de neve. A estranha matilha rosna para os guerreiros e se prepara para atacar

.

(Hugin): Interessante… Ele esta nos atacando aqui dentro, enquanto nos cerca por fora, para uma fera irracional, é um bom plano

.

Hugin cria duas laminas de gelo cósmico em suas mãos e começa a enfrentar as feras, usando sua velocidade, as destrói rapidamente.

.

(Hugin): Consegui!

.

Porém antes mesmo que Hugin possa comemorar, os lobos voltam a se formar a partir da neve do chão e recomeçam o ataque. O guerreiro está cada vez mais cansando, suas forças estão lhe abandonando, não vai agüentar muito mais tempo, mas não pode abandonar Driffa! Se fizer isso, tudo estará perdido!

Hugin continua a lutar, porém um dos lobos morde seu braço deixando este coberto de neve, esta começa a aumentar e a tomar todo o membro, a neve parece sugar as energias do guerreiro. Sem agüentar mais cai de joelhos no chão, as feras começam a rodeiá-lo preparando o golpe final

.

(Hugin): Droga! Estou com muito pouco cosmo para fazer a Explosão Cósmica, o que posso fazer?

.

Tudo parece estar perdido para Hugin, porém neste momento os lobos param de se mexer, a neve que os compõe começa a vibrar, o furacão a sua volta para de girar, os montes de neve que o compõe ficam parados no ar e a avalanche de Garm está igualmente paralisada

.

(Hugin): O que é isso?

.

Hugin não entende, mas então olha para Driffa e vê que esta está rodeada por uma aura cósmica muito intensa. A voz da Wave Nikr soa um ultimato, toda a neve parece ressoar enquanto fala

.

Driffa: Neve do norte…me escute, me compreenda, me obedeça! Eu Driffa de Nevasca Norte, a senhora do frio, do gelo e da neve. Ordeno que se afaste!

.

Driffa abre os braços, um grande tremor se manifesta por toda a área, de subido toda a neve de todo o lugar começa a se mover e a se afastar. A neve do chão voa para longe expondo a terra negra de Asgard, a neve que cobre os pinheiros também se afasta, a neve que cobre Hugin adquire vida e voa, deixando de sugar seu poder, os lobos de neve se desintegram assim como a avalanche e o tornado de neve. Toda a neve num raio de 500 metros se afasta e um verdadeiro campo de terra se forma no meio da terra do gelo.

No meio de tudo isso, estão Driffa e Hugin. A guerreira permanece com os braços estendidos e com o cosmo elevando, como estivesse tentando manter a neve afastada a todo o custo

.

Driffa: Hugin rápido! Abra a urna! Garm está chamando a neve para ele, eu não sei tempo eu vou agüentar mantê-la afastada

.

Neste momento na frente de Driffa surge um espírito de cão feito completamente de uma energia azul clara, que começa a uivar e a chamar a neve. De súbito Hugin entende o plano de Driffa, ela estava se concentrando todo este tempo para vencer o controle de Garm sobre a neve da região. Quando conseguiu, afastou toda a neve para longe do espírito, assim este ficou mais fraco e agora pode ser lacrado pela urna de Skadi

.

Hugin: Certo!

.

Hugin faz um grande esforço para se levantar, a neve de Garm tinha sugado quase toda a sua energia, mas não podia desistir agora! Cambaleia em direção à urna enquanto ouve o uivo do lobo e sente o cosmo de Driffa enfraquecer aos poucos. Sua visão esta turva mal consegue ver a urna, mas mesmo assim chega até ela e então a abre

O espírito de Garm então percebe o que está acontecendo, mas já é tarde, ele é sugado para dentro da urna enquanto grita de dor, ao fim Hugin fecha o recipiente enquanto ouve o ultimo ganido do cão do submundo.

Driffa relaxa seu cosmo ao perceber que cumpriu sua missão, então olha para Hugin, não consegue deixar de sentir dor ao falar

.

Driffa: Obrigado Hugin, você foi de grande auxilio no final!

.

Hugin não responde, na verdade nem se quer se vira para Driffa, o guerreiro está muito cansado

.

Hugin: Driffa…

.

Hugin só consegue dizer isso antes de no chão, suas forças tinham se esvaído.

.

Driffa: Hugin!

.

Hugin ouve os passos de Driffa se aproximando de seu corpo, sente ela tocado seu peito, sua visão vai ficando cada vez mais turva, enquanto olha para rosto da guerreira. Antes de fechar os olhos nota a cicatriz na face dela, como se já a conhecesse.

.

Driffa: Não se preocupe não vou deixar você morrer.

.

Uma voz fria e ao mesmo tempo acolhedora esta é ultima coisa que Hugin ouve antes de cair inconsciente

.

Fim do Prólogo 2

.

Garm: Segundo a mitologia este era nome do cão monstruoso que guarda o Helheim (algumas fontes dizem que ela feito de gelo). Durante o Ragnarok ele lutaria contra Tyr, o deus da guerra, e o mataria

 

.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s